segunda-feira, 18 de maio de 2015

CAPÍTULO 38.

- Luan... - Acordei com alguem me chacoalhando para que eu acordasse. 

- Oi - Eu rapidamente me ajeitei na cadeira e olhei pra moça, era uma enfermeira 

- Sua namorada acordou - Eu não conseguia acreditar naquela frase que eu tinha acabado de escutar - Ela não para de chamar por você, foi difícil acalma-la por isso vim te acordar

- Eu preciso vê-la - Disse ficando de pé quase num grito, ela chamava por mim? Eu nao acreditava naquilo

- Me acompanhe - Sorriu 

Fui em direção ao corredor que dava acesso ao quarto onde há pouco dormia a minha princesa, olhei pro relógio que marcavam 05h da manhã, eu tinha dormido apenas duas horas, mas eu não me importava! Só queria saber dela! 

- É aqui - A enfermeira sorriu parando na porta do quarto segurando a maçaneta - Pode entrar - Ela girou a maçaneta e me deu passagem. 

Meu coração saltava pela boca, eu estava eufórico. Não sabia se ria de alegria ou se chorava por ter deixado uma das pessoas que eu mais amava naquele estado, porque sim, aquilo era culpa minha. Eu coloquei o pé no quarto e nossos olhos se encontraram, por incrível que pareça seus lábios sorriam pra mim. Mesmo depois de um acidente daqueles, ela sorria pra mim. Foi inevitável não sorrir de volta, aqueles lábios fazendo conjunto com seus dentes num sorriso perfeito me deixavam extremamente perdido. 

- Luan - Ela disse baixo e seu sorriso se abriu mais largamente 

- Minha princesa - Lagrimas desciam pelo meu rosto so de imaginar que eu a deixei entre a vida e a morte. A minha Clara. Eu me aproximei, arrastando a poltrona para o lado de sua cama, me sentando e pegando em sua mão que estava quase caindo da cama - Eu senti tanto medo - Dei um beijo em sua mão a olhando 

- Não precisa mais ter medo, eu estou aqui - Ela sorriu dizendo com aquele jeitinho meigo que me deixava mais apaixonado 

- Me desculpe?? - Eu pedi arrependido 

- Para! Não ha o porque se desculpar - Ela sorriu - Eu estou bem 

- Amor, isso foi culpa minha... Eu deveria te proteger, te cuidar, mas olha o que eu fiz - Apontei pra ela - Eu tô com um peso enorme na consciência! Queria que tivesse sido eu ao invés de você 

- Não fala uma coisa dessa!!! Não é culpa sua, as coisas acontecem porque tem que acontecer - Ela sorriu - Você que trouxe essas flores, amor? - Ela olhou pras flores e logo depois me olhou 

- Foi princesa, eu trouxe - Sorri percebendo que ela queria mudar de assunto - Você gostou? 

- Eu amei amor, sao as mais lindas que eu ja vi! 

- Eu ia te dar no dia do acidente... - Abaixei a cabeça 

- Estou doida pra voltar pra casa - Ela mudou de assunto bruscamente 

- Eu tomei uma decisão por esses dias mo - Eu segurei mais forte em sua mão e ela me olhou interessada 

- Qual decisão?? 

- Como toda a imprensa já sabe o que aconteceu com você, eu cancelei uns shows meus por duas semanas pra ficar com você... 

- Amor, não! Não quero te atrapalhar - Ela me interrompeu 

- Já ta feito amor! Não vou mudar de ideia! Eu preciso ficar com você, cuidar de você! 

- Você ja cuida, e como vai ficar? Todos esses show cancelados... Amor, não é justo, olha eu posso ficar na casa da minha mãe... - Ela falava sem dar pausa

- Amor, não adianta! - Me aproximei - Vou cuidar de você - Esta sentindo dor? 

- Só um pouco - Ela riu fraco 

- Onde dói amor? - Perguntei ja preocupado

- A costela - ela fez careta - Aqui, aqui e aqui também - Apontou pros lugares onde o corte havia sido mais profundo e ela tinha acabado de tomar pontos 

- Se eu pudesse passava toda essa dor pra mim 

- Para com isso - Ela riu - Eu queria muito uma coisa 

- O que?? - Perguntei curioso 

- Um beijo, to com saudade - Ela fez bico 

- Não precisa nem pedir - Ri e me aproximei dela depositando um longo selinho em seus lábios. Nesse momento meu celular tocou e ela me olhou sorrindo torto - Vou atender amor - Disse me sentando novamente e retirando o celular do bolso - É a sua mãe - Olhei o identificador de chamadas que marcava o nome da minha sogra. Clara sorriu feliz

- Oi Dona Marina - Eu sorri 

- Meu filho... Você esta no hospital? - Ela perguntou preocupada e eu nao podia mentir

- É, eu estou Dona Marina 

- Eu sabia que você dormiria ai... Mas não é sobre isso que eu queria falar 

- Aconteceu algo? - Perguntei curioso 

- Eu não consigo dormir, só queria saber se você teve alguma notícia, alguma novidade... 

- Tenho - Eu disse empolgado - A Clara acordou - Olhei pra ela que agora chorava

- Ai meu Deus, eu nao acredito - A ouvi chorar do outro lado da linha - Carlos acorda, Carlos - Ela chamava seu Carlos - Nós vamos agora mesmo! Um beijo meu querido, até já - Ela nem esperou eu responder e já desligou 

Eu guardei o celular no bolso e olhei pra Clara que agora secava as lágrimas. Ela sorriu pra mim, eu retribui e me sentei na poltrona outra vez segurando sua mao direita. 

- Tudo aconteceu tão rápido, né? - Ela perguntou e me veio na mente mais uma vez que aquilo era culpa minha 

- É... Se eu não tivesse te deixado lá sozinha - Lamentei 

- Você não me deixou sozinha, esta aqui comigo agora - Ela sorriu. Como conseguia ser tao doce? - Amor, eu não fiz nada daquilo com você... Não chamei o Felipe, ele simplesmente apareceu na minha casa - Ela olhou fixo em meus olhos 

- Eu acredito em você meu anjo! - Acariciei seu rosto que estava levemente ralado 

- Mesmo? - Perguntou desconfiada 

- Mesmo meu amor, mesmo! - Beijei seu rosto 

- Minha filha - Ouvi a porta do quarto se abrir e logo em seguida adentrar o quarto Dona Marina, Vinicius, Mel e seu Carlos. Eles choravam 

- Mãe - Ela não pôde conter uma lágrima. E logo abriu os braços para um abraço. Eu me levantei da poltrona dando espaço para eles. Fiquei admirando aquela cena. Dona Marina agarrada na filha com cuidado, beijando de leve seus cabelos. 

- Oi Mel - Fui cumprimenta-la porque era a única que não tinha visto hoje 

- Oi Luan - Ela sorriu e eu a puxei para um abraço 

- Fico feliz por vocês - Me referi a ela e ao Vinícius e ela rapidamente entendeu 

- Eu também fiquei - Riu e eu acompanhei 

- Como ela está? - Perguntou me soltando 

- Bem agora - Sorri e cumprimentei Vinicius e Dona Marina. Seu Carlos agora abraçava a filha 

- Obrigada por ter ficado com ela - Dona Marina falou 

- A senhora não deve agradecer por isso - sorri - É o minimo que eu poderia ter feito 

- Meu Deus, Mel??? - Ouvi Clara perguntar sorrindo - Quanta saudade, vem aqui me dar um abraço - Clara sorriu e Mel retribuiu já emocionada 

- Eu senti muita saudade de você! De vocês todos na verdade! - Mel agora estava chorando 

- Nós também sentimos - Seu Carlos se pronunciou e Vinícius sorriu de canto pra ele 

Tudo estava maravilhoso, eu fiquei imensamente feliz por ela ter acordado eu não me perdoaria se o contrario tivesse acontecido. 

- Com licença - A enfermeira adentrou o quarto - Precisamos fazer alguns exames e aí a paciente ja pode ser liberada - Ela sorriu pra Clara que terminava de abraçar Vinícius. Dona Marina olhava pra nós sorrindo largamente. A enfermeira saiu do quarto. 

- Filha você não vai ficar sozinha naquele apartamento - Seu Carlos pegou em sua mão 

- Não vou pai, o Luan cancelou todos os shows dele por duas semanas pra ficar comigo - Ela me olhou sorrindo 

- Ah é? - Seu Carlos também me olhou - Otimo - Sorriu pra filha e caminhou em minha direção - Obrigado por isso - Bateu em meu ombro duas vezes e foi em direção a porta. 

- Nós precisamos ir agora mãe - Vinícius disse e Dona Marina suspirou 

- Infelizmente - Lamentou 

Nós saímos do quarto olhando pra Clara. Eu tinha um misto de sensações nesse momento. Era ótimo vê-la sorrindo, acordada novamente, mas por outro lado era péssimo saber que ela sofreu por tanta coisa e passou por isso tudo por culpa minha. Nós fomos até umas cadeiras que ficavam no meio do hospital. 

- Eu vou beber um café - Avisei ao pessoal que continuou seguindo enquanto eu desviei o caminho. Caminhei até a máquina de café e peguei um copo pra mim enchendo-o embaixo da máquina. Fui caminhando destraido mechendo com a colher de plástico o café - Meu Deus me desculpe - Havia esbarrado em alguem e derrubado um pouco do meu café em sua blusa 

- Não foi nada - Pelo tom de voz era uma mulher. Olhei para seu rosto e... 

- Gabi? - Perguntei sorrindo. Nós namoramos no colégio. Tínhamos por volta dos 17 anos. 

- Luan! - Ela afirmou sorrindo - Só não te abraço agora porque alguem derrubou café em mim - ela riu 

- Meu Deus, é verdade! Vem cá - Peguei em sua mão e caminhei até uns bancos do outro lado do hospital. A deixei lá e fui até o banheiro. Joguei o resto do café fora e peguei um pedaço de papel para seca-la. Voltei com o papel e ela agora assoprava a blusa. Ela estava sentada e esticava o tecido. O que pra mim, que estava de pé, foi um grande privilegio poder ver seus seios daquele ângulo. Opa, foco Luan! - Aqui está o papel - Sorri fraco me sentando ao seu lado 

- Obrigada - Ela passou o papel na blusa, o que não resolveu muito 

- Me desculpe - Sorri passando a mão nos cabelos 

- Não precisa pedir desculpas - Ela sorriu e eu a olhei. Ela estava muito mais bonita do que na época do colégio. Cabelos mais loiros, um rosto angelical, sorriso lindo e um corpo, bom, um tanto quanto desejável. 

- Você esta mais bonita - O que foi isso? As palavras simplesmente escaparam da minha boca 

- O tempo faz bem pra algumas pessoas - Ela riu - Inclusive pra voce, também esta mais bonito - Sorriu sem mostrar os dentes - E agora é famoso 

- Pois é - Eu ri com seu comentário 

- O que faz aqui? - Ela assoprava dentro de sua blusa, com certeza eu havia queimado-a 

- Minha namorada sofreu um acidente, mas agora esta tudo bem - Sorri - E você? O que faz? 

- Exames de rotina, coisas de mulher, sabe como é - Ela sorriu e logo em seguida voltou a assoprar 

- Eu te queimei, ne? Quer mais papel? - Perguntei me levantando 

- Não precisa - Ela segurou meu braço e me olhou - Ja esta bom assim - Eu voltei a me sentar - Você conseguiu - Ela me olhou - Você é um cantor agora -Na sua frase, ela me lembrou da época em que eu compartilhei meus sonhos com ela 

- Eu consegui Gabi - Sorri pra ela 

- Olha só, não usa mais aparelho - Ela riu alto

- Voce sempre me zuou por isso - Eu ri 

- Me desculpe - Ela cruzou as pernas e eu não pude deixar de reparar. Porra, o que esta havendo com você? Sua namorada acabou de ficar entre a vida e a morte e você ja esta olhando outra? 

- Não foi nada - Desviei o olhar 

- Eu ja vou indo - Ela sorriu e se levantou 

- Já? - Perguntei 

- Sim, tenho os exames pra fazer - Sorriu - Foi um prazer te rever - Ela me puxou para um abraço. - Bom, agora eu posso te abraçar, melhorou um pouco a situação aqui - Sorriu e eu também. Seu perfume era bom. 

- Acho que não deveríamos perder o contato - Sorri - Me passa seu telefone? - Disse num impulso. 

- Claro - Ela sorriu - Anota ai - Eu peguei meu celular - É 9****-**** 

- Anotei - Voltei a olha-la. 

- Ja vou entao - Ela me deu um beijo na bochecha - Fica com Deus 

- Vai com Ele - Ela saiu e me deixou ali a admirando por alguns segundos. 

Voltei para onde estava todo o pessoal ainda pensativo sobre o que acabara de acontecer. Por que eu tinha agido daquela forma? Eu tenho uma namorada agora, nao posso sair por ai pedindo o telefone de todas as mulheres bonitas que eu esbarrar. Mas nós eramos apenas amigos de infância, não havia problema nisso. Achei melhor pensar assim. 

- Você demorou - Vinícius disse enquanto eu me sentava.

- Acabei encontrando uma amiga de infância aqui no hospital, acredita? - Achei melhor nao mentir 

- Sério, cara? - Vinícius me olhou - Bacana 

Duas horas se passaram desde que saímos do quarto de Clara. Nós ja esperavamos impacientes. Mel dormia no ombro do Vinícius. Dona Marina e seu Carlos estavam firmes e fortes, pelo menos era isso que aparentava. Eu estava impaciente, ja havia levantado umas vinte vezes para beber água e ja tinha ligado para minha irmã para avisar que Clara havia acordado, ela comemorou com um grito na minha orelha e disse que iria preparar uma surpresa pra ela em seu apartamento. Até me pediu pra levar a chave do lugar pra ela, mas eu disse que ficava embaixo do tapete da entrada e ela concordou desligando. Vi um enfermeiro trazer a Clara em uma cadeira de rodas. Ele a empurrava. Ela sorria largamente e carregava o vaso de orquídeas que eu havia lhe dado.  

- Ela ja pode ir - O enfermeiro disse sorrindo - Voltem para tirar o gesso daqui três meses. 

- Tudo bem - Nós assentimos sorrindo

Eu carreguei a cadeira de rodas até o andar debaixo. Avistamos fora do prédio diversas pessoas, fotógrafos, repórteres, fãs e alguns curiosos também. Não havia outro jeito, eu teria que passar por ali. Nos passamos a luz de muitos flashes. Clara acenava pra todos e agradecia o carinho das fãs que estavam ali. Os repórteres faziam perguntas incansavelmente. E eu respondia a algumas. Nós passamos por eles e logo fomos para meu carro. 

- Filha você vai ficar bem? - Dona marina perguntou 

- Sim mãe, terei até um enfermeiro particular - Ela riu 

- Ótimo querida - Sua mae sorriu - Cuide bem de minha filha - Ela me abraçou e eu assenti

Nós nos despedimos de todos eles. Fui com a Clara ate meu carro, abri a porta e a tirei da cadeira de rodas com muito cuidado, segurando-a no colo e a coloquei no banco em meio a algumas reclamações de dores dela. 

- Tô tao feliz que voce ta aqui - Eu disse dando um beijo em sua testa - Eu te amo - Selei nossos lábios sorrindo e ela retribuiu. O beijo acabou se prolongando. 

- Eu também te amo - Ela disse assim que acabamos o beijo e eu sorri.

Fechei a porta do carro e levei a cadeira de rodas até uma moça que estava lá embaixo. Ela assentiu e me pediu uma foto, eu prontamente aceitei e depois da "selfie" ela me deixou ir. Eu avistei o carro e entrei colocando o cinto. 

- Você demorou - Clara disse passando a mão sobre o seu gesso. 

- A moça me pediu uma foto - Eu sorri e ela também - Te machuquei? - Perguntei passando a mão sobre a sua 

- Nao amor - Ela sorriu pra mim e eu me aproximei de seu corpo. Como era bom tê-lá juntinho de mim dessa forma. Inalei seu cheiro e ela olhava em meus olhos. Nossas testas estavam coladas, meu coração ja não obedecia mais, ele batia desritmado. Dei início a um beijo calmo e cheio de carícias pelo seus cabelos e nuca. Vez ou outra eu descia devagar minha mão até a sua cintura onde ali, havia uma faixa. Ela sorria entre o beijo. Nós acabamos quando não havia mais fôlego com diversos selinhos. 

- Se eu tivesse te perdido nao sei o que seria de mim -  Afastei seus cabelos e cheirei seu pescoço a olhando 

- Eu não te deixaria - Ela segurou meu rosto e me olhou fixamente dando um selinho em meus lábios - Agora vamos que eu tô doida pra voltar pra casa - Ela riu e eu também. 

Dei partida no carro e nós seguimos para sua casa. Estacionei meu carro dentro de sua garagem e entrei com ela no prédio. Seu Jorge nos olhou assustado, eu a carregava nos braços. E eu só assenti pra ele. Eu ia o mais devagar possivel, com todo cuidado. Nós adentramos o elevador.

- Mo, me poe no chão? - Ela disse me olhando e eu a obedeci, colocando-a devagar. Ela passou seu braço envolta de minha cintura e eu depositei um beijo sobre sua cabeça. Fiquei ali, alguns segundo enquanto o elevador subia, a admirando. Como ela era forte, perfeita, quase um anjo, se não um que Deus havia me enviado. A porta do elevador se abriu e nós caminhamos devagar até a porta de seu apartamento. Eu dava passos pequenos e ela me acompanhava agarrada em mim. 

- Cade a chave? - Ela me olhou e eu sorri 

- Nao vamos precisar de uma - Disse girando a maçaneta. Sabia da surpresa de Bruna, portanto a porta estaria aberta. 

Nós entramos e demos de cara com uma faixa que carregava um "Seja bem vinda, Clara". Bruna segurava um bolo em mãos e sorria largamente. Clara um buquê de flores e Matheus a acompanhava. Minha mãe e meu pai também estavam presentes. Assim que entramos Clara começou a chorar. Eu caminhei com ela até Bruna que deixou o bolo sobre a mesa e a abraçou devagar 

- Senti sua falta cunha - Clara sorriu 

- Nunca mais dê um susto desse na gente - Bruna disse visivelmente emocionada. 

Ela abraçou a todos. Estávamos muito emocionados. Eu cumprimentei o pessoal também e logo Matheus se pronunciou 

- Vamo comer esse bolo ai galera - Ele disse e eu concordei caminhando até o bolo. 

- Espera - Clara disse quase num grito - Quero tirar uma foto dele antes - Ela riu 

Bruna segurou novamente o bolo e Clara posicionou seu celular para tirar a foto. Eu lhe segurava. Fazia de seus passos os meus, tinha medo de que algo acontecesse com ela. 
"Não ha forma melhor de ser recebida. Obrigada a todos que torceram pela minha recuperação. Estou em casa agora, graças à Deus. Agradeço muito a minha primeira e segunda famílias. Amo vocês todos ❤"

- Obrigada por tudo - Clara disse emocionada depois de guardar o celular no bolso. Eu coloquei a orquídea no meio da mesa e voltei a segura-la. Não sabia o que seria da minha vida sem aquela mulher. 



AMORESSSSSS, CHEGUEI!!! EU FUI VIAJAR SEXTA FEIRA E SÓ VOLTEI HOJE DE MADRUGADA! E ADIVINHEM? LA NAO TINHA SINAL! NA VERDADE, ERA SÓ MATO KKKKK MAS FOI BEM LEGAL! ADORO MATO KKK EU ACORDEI CEDINHO, MESMO INDO DORMIR BEM TARDE, SÓ PRA TERMINAR DE ESCREVER E POSTAR PRA VOCES! O QUE VOCES ACHARAM DESSE CAPITULO??? GENTE E ESSA GABI?? SERÁ QUE ELA É INOFENSIVA? E O LUAN ESTA SE SENTINDO MUITO CULPADO, TADINHO :/ PROXIMO CAPITULO SE PASSARÃO ALGUNS MESES AMORES, PORTANTO: MUITAS SURPRESAS. COMENTEM!!! BEIJOCAS! 



quinta-feira, 14 de maio de 2015

CAPÍTULO 37.

- Eu fui até a casa dela e tinha um homem lá Pi! Ele trabalha com ela, já vi ele no hospital onde ela trabalha. Ele me disse que ... - Contei toda a história a Bruna que me ouvia atentamente 

- E você acreditou nesse cara sem nem falar com ela antes? 

- Acreditei Bruna... Se não fosse isso, o que ele estaria fazendo lá? Com um vinho em mãos ainda? 

- Eu não sei, ele poderia ter aparecido lá do nada, não sei, mas você tem que conversar com a Clara! Ela nao faria isso com você

- Como você tem tanta certeza? - Perguntei cruzando os braços

- Luan, se eu que sou cunhada dela tenho certeza que ela não faria isso e o NAMORADO - Deu ênfase na palavra - Nao confia nela, entao nao sei o que voces estão fazendo juntos - Ela simplesmente disse e saiu 

Ela tinha razão. Eu deveria confiar na Clara, nós deveríamos ser cúmplices um do outro. Fora que eu também desacreditei quando aquele cara me disse aquele monte de bobagens, mas eu preferi partir pro mais simples, acreditar na primeira opção. Meu Deus, agora sim eu me sinto pior do que deveria, isso foi culpa minha! Totalmente minha! Minha namorada está numa cama de hospital, num estado gravíssimo, sendo operada por minha culpa. Eu voltei para o lugar onde estavam a minha família e a familia de Clara. Meus passos eram lentos, eu pensava em um milhão de coisas. De longe eu pude avistar uma enfermeira conversando com a minha mãe, pensei que fossem noticias da Clara, entao acelerei o passo

- Filho - Minha mãe me olhou aflita 

- O que houve com a Clara? - Perguntei nervoso

- Não tem nada a ver com a Clara - Como assim nao tem nada a ver com ela? - É sobre a imprensa 

- Ai, o que eles fizeram? - Eu tinha me esquecido completamente, isso daria um prato cheio pros sites de fofoca. 

- Eles estão ai na porta, muitos deles! Eles não param de perguntar sobre sua namorada, querem saber se você esta aqui, nós dos hospital não sabemos o que fazer - A enfermeira disse 

- Eu vou la e explico pra eles, porque ja devem estar inventando historias - Fiz cara de tédio 

- O senhor me acompanhe por favor - A enfermeira se virou e eu fui atrás dela. Nós descemos pelo elevador e assim que chegamos a recepção do hospital, eu tomei um susto. As portas eram de vidro portanto dava pra ver tudo. Os seguranças do hospital estavam parados em frente a porta segurando uma multidão. Tinham cerca de vinte fotógrafos, porem, tinham muito mais pessoas. Me aproximando da porta, eu pude notar a quantidade de jornais quê estavam presentes e as pessoas com cartazes, com certeza eram minhas fãs. Assim que eu fiquei perto da porta, os flashes começaram a surgir e as câmeras foram ligadas. A enfermeira estava em minha frente. Assim que a porta foi aberta o alvoroço começou, eles falavam um em cima do outro e estendiam o microfone pra mim, não dava pra entender nada. 

- Pessoal, o Luan vai explicar tudo, mas se acalmem por favor. - A enfermeira disse e eles pareceram se acalmar. Um pouco mais atrás pude ver que haviam meninas chorando. 

- Oi - Disse baixo - Minha namorada sofreu um acidente numa avenida. O carro dela se chocou contra o caminhão - Eu falava visivelmente abatido, abaixava a cabeça vez ou outra tentando prender o choro. - Ela esta passando por uma cirurgia agora, o estado dela é grave - Nesse momento ouvi os choros se intensificarem. Os flashes não paravam. - Mas ela vai ficar boa logo, é só termos fé - Dei um sorriso fraco 

- Luan, nós tivemos a informação de que você recebeu a notícia depois do ocorrido, onde você estava na hora do acidente? - uma das repórteres perguntou e eu me questinei qual era a necessidade daquela pergunta.

- Eu já disse tudo o que tinha pra dizer. Só quero entrar e ficar ao lado da minha família e da familia da Clara. - Abaixei a cabeça e saí de lá entrando de volta no hospital. 

Aquila situação toda martelava em minha cabeça. Era muita coisa pra só um dia. 

(...) 

Seis horas se passaram desde que a Clara precisou fazer a cirurgia. Eram 03h da manhã, meus pais e Bruna ja tinham ido pra casa de taxi a pouco tempo. Dona Marina dormia no ombro de seu Carlos, depois de muito custar ela finalmente pegou no sono vencida pelo cansaço. Seu Carlos se empanturrava de café, provavelmente para não dormir. Vinícius dava algumas cochiladas de vez em quando. Pra mim era fácil virar a noite acordado, agradeci nesse momento pela minha insonia, graças a ela eu poderia ficar acordado esperando notícias da Clara. Me lembrei de algo que eu tinha planejado pra ela e resolvi ir buscar no carro: Sua orquídea. Peguei o elevador, infelizmente o centro cirúrgico era no sétimo andar, o que dificultava um pouco as coisas se eu quisesse ser rápido. Desci diretamente pra garagem, pra não ter auê passar pelos fotógrafos e pela imprensa, alguns deles ainda estavam lá. Visualizei meu carro e corri em direção a ele. A orquídea estava lá, ainda bonita e perfumada. Fiz o caminho de volta e quando cheguei lá em cima o cirurgião que havia falado conosco mais cedo, agora se aproximava, eu corri em direção a eles. 

- Doutor - Disse ofegante 

- Vamos todos nos acalmar - Meu coração gelou, tinha acontecido algo com ela! - A cirurgia foi um sucesso 

- Graças a Deus - Eu disse eufórico 

- Ela esta sob efeito de medicamentos para dor da cirurgia e esta sedada. Ela acabou de ser transferida para o quarto. Porém, podemos deixar um de cada vez entrar para vê-la. Quem será o primeiro? 

- Eu doutor - Dona Marina disse com lagrimas nos olhos. Ela tinha acordado no momento em que o doutor chegou. 

- Me acompanhe. - O doutor sorriu saindo com Dona Marina logo atrás. 

- Deus... - Seu Carlos disse aliviado se sentando no banco e eu e Vinicius o acompanhou 

Nós conversamos um pouco, até Dona Marina voltar emocionada. Seu Carlos foi o próximo a ir ver a filha, apesar da minha vontade ser enorme em vê-la primeiro do que todo mundo, eu deveria respeitar, afinal é a familia. Depois de alguns minutos seu Carlos voltou visivelmente emocionado, com os olhos vermelhos, tentando conter as lagrimas e o sorriso espontâneo que saia de seu rosto. Agora foi a vez de Vinícius que ja reclamava impaciente ao meu lado da demora, ele realmente estava ansioso para ir ver a irmã. Enquanto ele foi, eu resolvi ligar pra Bruna, disquei e na primeira vez nada dela atender, liguei mais uma vez e no terceiro toque ela atendeu 

- Alô, Pi??? Tem noticias dela? - Disse com uma voz de sono, mas preocupada

- Tenho Pi, a cirurgia acabou e deu tudo certo - Respirei aliviado 

- Graças a Deus - Era notável a euforia em sua voz 

- Eu não me perdoaria se algo acontecesse com ela - Abaixei a cabeça 

- Ei, nao fique assim. Você nao teve culpa de nada, o importante é que ela esta bem 

- É, isso que importa - sorri. Avistei o Vinícius voltando da sala juntamente com o doutor - Tenho que desligar Pi, vou vê-la

- Tudo bem, vá la, beijos 

- Beijos - Desliguei rapidamente e me coloquei de pé 

- Voce é o ultimo? - O medico perguntou me olhando 

- Sim sou o último - Peguei o vaso de cima da cadeira 

- Otimo, me acompanhe - Se virou e eu o segui. Ele parou em frente a uma sala que ficava no corredor do canto. Ele abriu a porta me dando passagem - Ela esta sedada, dormindo agora, daqui cinco minutos eu volto - Assenti com a cabeça e entrei na sala. 

Pude sentir pela primeira vez meu coração se quebrando em pedaços. Clara estava ligada a diversos aparelhos, no nariz, no dedo, sua veia do braço recebia soro. Fui me aproximando dela e notei seu rosto com leves arranhões, sua boca nao estava nada corada e seu rosto pálido, seu braço tinham arranhões mais profundos onde tinham curativos, sua perna estava engessada, sua cintura estava completamente enfaixada. Realmente, seu estado era grave e foi um grande milagre ela ter sobrevivido. Nesse momento lagrimas começaram a descer pelo meu rosto e eu caminhei devagar até uma mesa que tinha no canto da sala e coloquei o vaso de orquídea ali. Me sentei na poltrona que ficava ao lado da cama. Passei de leve meus dedos por sua mão... Tão frágil

- Tudo culpa minha... - As lagrimas insistiam em rolar - Me desculpe, por ter feito isso contigo... Meu Deus, se você... Se você - não quis pensar no pior, portando me desviei de qualquer pensamento - eu jamais me perdoaria - Olhei bem para seu rosto... Como ela é linda! Esses olhos, essa boca - Voce é perfeita demais, demais pra mim... Me desculpe por não te dar a chance de conversarmos... Se voce soubesse o quanto eu me sinto culpado... Você vai ficar bem minha pequena 

- Com licença - O medico bateu na porta e logo depois abriu - É hora de ir Luan, ela precisa descansar 

- Tudo bem - Eu me levantei da poltrona depositei um longo beijo em sua testa - Eu te amo - Disse baixo e caminhei em direção a porta. Nós saímos da sala e caminhamos de volta até onde estavam todos - Doutor? - Ele me olhou e eu prossegui - Ela quebrou a perna? 

- Na verdade teve uma fratura exposta na perna esquerda, mas especificamente no fêmur. É uma cirurgia perigosa, seu osso quebrou ao meio devido a forte batida e suas pernas terem ficado presas na ferragem. - Doeu em mim ter que imaginar que alguem que eu jurei cuidar estava passando por coisas assim - Ela também quebrou dois ossos da costela, mas como não ha cirurgia pra isso, devemos deixar voltar ao normal com o tempo. Teve alguns cortes pelo corpo, dois tiveram que levar pontos. Foi um milagre ela ter sobrevivido rapaz. - Respirei fundo - Ela vai ficar bem logo. - Ele sorriu sem mostrar os dentes batendo em minhas costas. - A paciente vai acordar somente amanha - O medico disse olhando para toda a familia de Clara, inclusive pra mim - entao quem quiser voltar pra casa, sinta-se a vontade - Sorriu saindo 

- Eu não vou sair daqui, preciso falar com a minha filha - Dona Marina disse 

- Amor, não! É melhor nós irmos pra casa, amanhã cedinho a gente vem pra cá, tudo bem? 

- Eu queria vê-la logo... 

- Nós acordamos bem cedo amanhã mãe! Não se preocupe - Vinicius a abraçou pelo ombro 

- Você nao vai embora filho? - Ela me perguntou e eu confesso que não ia arredar o pé de lá!

- Vou logo logo - Menti. Se eu dissesse a verdade, ela iria querer ficar também e eu preferia que ela fosse descansar. 

- Tudo bem querido - Ela me abraçou, finalizando com um beijo no rosto. 

Seu Carlos e Vinicius também se despediram de mim. Esperei eles descerem pelo elevador pra que eu me sentasse novamente, eu estava decidido que ficaria aqui a noite inteira. Eu encostei a cabeça no encosto da cadeira e pensei em tudo o que tinha acontecido em apenas um dia, era muito pra minha cabeça. Minha namorada correu risco de vida por minha culpa, tudo por minha culpa. Em meio a tantos pensamentos eu logo adormeci. 





OOOOOOOOOOI *-* AI GENTE, ESTOU MUITO TRISTE :'( A CLARINHA SOFREU UM ACIDENTE E PELO JEITO A COISA FOI FEIA, SERÁ QUE ELA VAI SE RECUPERAR LOGO?? TOMARA QUE SIM, NE? *-* AMORES, É O SEGUINTE: AMANHÃ EU VOU VIAJAR PRA UM SITIO, NÃO SEI SE LA TEM SINAL, PORTANTO EU VOU ESCREVER E TORCER PRA QUE TENHA SINAL, NÉ? *-* UM BEIJO AMORES! COMENTEM <3 <3 <3 

quarta-feira, 13 de maio de 2015

CAPÍTULO 36.

Nunca imaginei que o Felipe fosse capaz de fazer algo desse porte. Eu estava arrasada. Decidi que ligaria pro Luan e assim fiz, liguei uma vez e chamou, chamou, chamou, até cair. Tentei mais uma vez e aconteceu o mesmo chamava até cair. Liguei mais umas três vezes e na ultima tentativa simplesmente nem chamava, ou seja, ele havia desligado o celular para não falar comigo. É, ele havia acreditado no que o Felipe tinha falado pra ele. Como podia ser tão hipócrita. Eu decidi que iria atrás de Luan, não sabia como ele havia vindo, mas provavelmente teria sido de carro, já que ele estava em casa durante toda a semana. Não quis esperar o elevador, desci de escadas mesmo. Eram muitos andares, mas eu estava aflita, não sabia o que poderia ser de nós dois daqui pra frente. Desci diretamente para a garagem do prédio e já fui em direção ao meu carro, destravei o alarme pela chave e entrei dando rapidamente a partida, só dando tempo de colocar o cinto. Sai da garagem correndo em um rumo que nem eu mesmo sabia qual era, somente segui.

LUAN NARRANDO *

Eu sai do apartamento da Clara completamente atordoado. Eu tentei mais cedo fazer uma surpresa pra ela, aparecendo em seu apartamento, mas o que eu não contava era que um homem estaria lá dentro. Aquele mesmo cara que trabalha no hospital, me lembro bem dele.

FLASHBACK ON*

- Mãe, to indo lá na casa da Clara, volto só amanhã viu? - Gritei da sala já que minha mãe estava lá em cima 

- Tudo bem querido, vá com Deus e dê um beijo nela por mim - Ela disse num tom alto e eu saí em direção ao meu carro. Eu estava muito feliz, era sempre assim quando eu ia vê-la. Sentia meu coração bater tão forte que parecia pular pra fora do peito. Eu coloquei o cinto e dei partida no carro, liguei o rádio e sai em direção a casa de Clara. Parei no farol e na próxima esquina notei que havia um floricultura. Esperei o farol abrir e logo estacionei em frente a floricultura, comprei apenas uma orquídea branca pra ela que estava em um vaso lindo todo de madeira e bem decorado. Coloquei a orquídea dentro do carro, no banco de tras, e logo entrei também. Segui pra casa dela completamente confiante e alegre. Ela me fazia muito feliz, como nunca antes eu fui. Eu cheguei no apartamento dela e como já era muito conhecido por lá, eu estacionava na própria garagem do prédio. Eu desci do carro e deixei a flor lá dentro, faria uma surpresa pra ela, daria assim que amanhecesse, numa mesa de café da manhã que eu mesmo iria montar, já havia planejado isso. Cumprimentei seu Jorge que estava no seu mesmo lugar de sempre que me retribuiu sorrindo. Entrei no elevador e me ajeitei no espelho, coloquei as mãos no bolso e esperei chegar o seu andar. Meu coração estava disparado, parecia que fazia um mês que eu não a via. Eu desci do elevador e decidi que não abriria a porta com a chave que eu tinha e sim tocaria a campainha e assim fiz. Mas quando a porta se abriu minha alegria toda se esvaiu e eu não sabia o que dizer. Um homem havia aberto a porta, aquele do hospital, que trabalhava com a Clara. Me lembro bem de sua cara. 

- Opa, Luan, e ai? - Ele disse na maior cara de pau com um sorriso irônico

- Cadê minha namorada? - Eu tentei me conter, mas estava complicado. Era bom alguém me explicar logo o que estava acontecendo ou eu socaria a cara dele 

- Namorada? - Arregalou os olhos - Cara, não acredito nisso 

- Mano, você sabe que a gente namora já tem um tempo, cadê a Clara? - Quase grite

- Calma ae rapaz. Nós fomos enganados! A Clara me disse que já tinha terminado com você, no começo eu questionei e estranhei o porquê não havia saído nas revistas e jornais de fofoca, mas ela me disse que vocês estavam esperando um meses pra terminar oficialmente... - Ele parecia tentar se recordar de algo - Ela me disse que... Mano, não sei se eu devo dizer isso 

- Fala logo caralho - Disse alterado 

- Que o namoro de vocês era de contrato, que vocês não estavam juntos de verdade e a gente começou a ficar tem uns quatro dias. Hoje eu vim aqui jantar, trouxe um vinho pra nós - Ele mostrou o vinho em cima da mesa - Acho melhor você ir embora, ela esta no banho - Ele piscou e eu saí de lá completamente desnorteado, possuído pelo ódio. Eu queria matar aquele cara, mas no fundo meu coração estava despedaçado. Eu não podia acreditar que a minha Clara havia dito tudo aquilo, não poderia acreditar que ela me traiu e mentiu pra mim dizendo que não havia nada entre ela e ele aquele dia no hospital. Eu sabia, eu fui um idiota, um burro - Dei um soco na porta do elevador e logo depois ela se abriu. Seu Jorge me olhou confuso, parecia querer entender o porquê de eu ter saído tão cedo de lá. 

FLASHBACK OFF*

Eu entrei no carro e as lágrimas eram incontíveis. Eu não acreditava naquilo, meu coração me pedia pra que eu voltasse pra lá e perguntasse diretamente a Clara o que havia acontecido, qual era a verdade, mas minha cabeça me dizia que eu deveria acreditar naquele cara, afinal se não fosse isso, o que ele estaria fazendo lá? Fui andando com o carro bem devagar, vez ou outra alguém buzinava pra que eu fosse mais depressa, aí eu acordava de todos os meus pensamentos e continuava a seguir, senti meu celular vibrar no bolso insistentemente e não dei atenção. Simplesmente continuei a seguir. O celular continuava a vibrar, até que eu tomei coragem para olhar pro seu visor e vi que era ela. A vontade de atender era enorme, mas eu não conseguia, simplesmente desliguei o celular e continuei a percorrer as avenidas. Fui parar em algum lugar que eu desconhecia. Era completamente deserto, estava escuro. Eu só desliguei o carro, tirei o cinto, debrucei sobre o volante e me permiti chorar, chorar da forma que nunca havia feito antes, eu me condenei o tempo inteiro. Ela me enganou, como eu fui tão burro a ponto de acreditar nela! Eu estava cego, ela me cegou, me fez ama-la incondicionalmente pra poder me apunhalar pelas costas, me traiu, me usou. Tudo o que nós vivemos pra ela não valeu de nada. Depois de algumas horas ali pensando, eu resolvi voltar pra casa. Provavelmente todos já estariam dormindo e eu não teria de me explicar com ninguém, pensaria no que faria amanhã. Segui em direção a minha casa, somente voltei por todo o caminho que eu havia percorrido até chegar até aquele lugar, porque eu não sabia onde eu estava. No caminho de minha casa, um acidente com um caminhão interditava a pista e eu tive que mudar completamente o rumo demorando mais tempo até chegar em minha casa. Assim que adentrei o condomínio, meus olhos ainda estavam embaçados por conta do choro e eu somente estacionei o  carro enfrente a casa que eu julguei ser minha. As luzes estavam todas acesas e eu estranhei, já era tarde, por que todos estariam acordados? Assim que entrei em casa tomei um susto. Meus pais estavam chorando e minha irmã também. Eles pareciam desesperados com algo, mas assim que me viram correram pra me abraçar. Eu simplesmente não estava entendendo o que estava acontecendo. 

- Filho, graças a Deus - Minha mãe disse abraçada a mim ainda chorando 

- O que foi que houve? - Eu perguntei sem entender

- A gente tá ligando no seu celular faz umas duas horas, sei lá - Bruna disse aos prantos - Voce não estava com a Clara no carro?

- Pera ai, que carro gente? Alguém me explica o que ta acontecendo? - Eu disse alterado, não estava entendendo nada - Porque vocês estão chorando? 

- Filho - Meu pai se pronunciou. Ele era o único que não chorava ali. - Você saiu de casa pra ir pra casa da Clara - Automaticamente a cena daquele homem me falando aquelas coisas veio em minha mente e eu me segurei para não chorar - Faz uns quarenta minutos que nós recebemos a notícia de que o carro da Clara capotou numa estrada que dá ligação pra nossa casa - Senti um gelo percorrer por todo meu corpo - Nós deduzimos que você estivesse dentro, já estávamos seguindo pro hospital. Por isso o desespero. 

- Nós precisamos ir pro hospital agora! - eu disse quase gritando, se virando pra porta. Eu sai feito um tiro de casa e meus pais me acompanharam. Eu não sabia o que fazer, era muita informação pra uma noite só. Como assim o carro da Clara havia capotado? O que ela estava fazendo dentro daquele carro? Meu deus... Não pode ser... O acidente com o caminhão, seria o carro dela? Não era possível... Eu estava tão atordoado que não tinha prestado atenção em nada. 

- Filho, você não esta em condições de dirigir - Meu pai tocou meu ombro e só assim eu acordei dos meus pensamentos 

- Não pai, eu dirijo - Disse firme e ele assentiu 

Todos entraram no carro e meu pai disse o endereço do hospital, ele colocou no gps e eu fui seguindo o caminho indicado. Estava com pressa, eu tentava conter as lágrimas que insistiam em descer pelo meu rosto. Eu não conseguia pensar em nada, meu Deus, qual seria o estado dela? Percebi pelo retrovisor que minha mãe segurava no colo a orquídea... Aquela que eu daria pra Clara, assim como estava nos meus planos mas que eu não consegui concretizá-los. Eu imagino que na cabeça dos meus pais, estavam se perguntando o porquê de eu não estar naquele carro. O porquê que eu não estava com a Clara... Nem eu mesmo sabia. Minha mente parecia que iria pegar fogo a qualquer momento. Eu estava realmente sem saber como agir. Esse acidente foi, sem dúvida culpa minha. Se eu tivesse conversado com ela antes de sair correndo de lá, talvez nada disso teria acontecido. Eu deveria ter confiado nela, deveria ter pensando antes de sair correndo de sua casa. Meu Deus, a culpa era toda minha. Eu cheguei ao hospital e rapidamente estacionei. Desci do carro e meus pais desceram logo atrás, eu corria em direção a portaria, precisava vê-la e tinha que ser agora. Queria tocar em seu rosto, saber como estava. Minha ficha ainda não havia caído, não era possível que a minha menina tinha sofrido um acidente. Eu cheguei na recepção do hospital desesperado

- Com licença - Chamei a recepcionista que me olhou admirada - Minha namorada deu entrada aqui no hospital, ela sofreu um acidente, onde ela ta? - Disse ofegante

- Oi - Ela sorriu - Bom, a única moça que chegou aqui de um acidente foi a Clara Alencar Medeiros - Ela olhou no papel e eu assenti com a cabeça - O estado dela é grave, ela já foi encaminhada pra sala de cirurgia. O andar é o sétimo, pode subir 

Eu mal deixei ela terminar de falar e fui em direção ao elevador. Por um segundo eu havia esquecido dos meus pais e da minha irmã. Como assim ela precisaria passar por uma cirurgia? O elevador parou no sétimo andar e eu mal tinha notado. Saí do elevador e avistei a família de Clara. Meu coração parecia sair pela boca, meus pais não trocavam uma só palavra comigo. 

- Dona Marina - Eu falei e ela levantou sua cabeça. Seus olhos estavam completamente vermelhos. Ela se levantou e seu choro foi inevitável, ela me abraçou com força. Parecia querer recarregar todas as suas energias ali, em mim. E eu não a soltei. Somente fechei os olhos e a segurei. Meus pais terminavam de cumprimentar Vinicius e Carlos.

- Vai ficar tudo bem - Eu disse soltando Marina e dando um leve abraço em Carlos que parecia inconsolável. Logo em seguida parti para abraçar Vinicius que me correspondeu rapidamente. 

- Como é que ela tá? - Eu disse baixo no ouvido de Vinicius, queria que somente ele escutasse 

- Mal cara... Muito mal - Ele disse no mesmo tom e eu uma lágrima desceu pelo meu rosto. - Parece que o carro dela praticamente entrou embaixo do caminhão. Ela estava a quase cem, numa estrada de quarenta quilômetros. - Ele se soltou de mim

- É culpa minha - Eu me sentei e Vinicius se sentou ao meu lado. Minha mãe havia levado Dona Marina pra tomar uma água, portanto o tom que conversávamos agora era um pouco mais alto. 

- Não cara, você não tem culpa não - Ele bateu em minhas costas - Eu só não entendo o porquê dela ter saído a tanta velocidade uma hora dessas, a Clara não é de correr 

- Então cara... Culpa minha - Eu coloquei as mãos no rosto e me permiti chorar 

- Com licença - Um médico se aproximou de nós e rapidamente seu Carlos se levantou

- Como é que ela tá doutor? - Ele perguntou aflito

- Ela vai ter que passar por uma cirurgia, seu estado é grave. O caminhão quase passou por cima de seu carro, seus ferimentos são profundos e ela vai precisar tomar ponto em alguns locais do corpo. A paciente ainda continua desacordada, por isso precisamos da autorização da família para que realize a cirurgia.

- Pode realizar Doutor - Carlos se pronunciou e Marina o olhava atenta 

- Só preciso que você assine esse papel aqui - Mostrou o papel -Me acompanhe por favor... O senhor é pai dela?

- Sou sim - Carlos acompanhou o médico

Eu estava aflito, queria vê-la. Eu estava triste sim com o que havia acontecido, mas a vida dela era mais importante do que qualquer coisa. 

- Pi, vem cá? - Bruna se levantou e me chamou - Quero comprar algo pra comer 

- Vamô lá - Eu me levantei e segui a Bruna em direção a cantina do restaurante

- Pi, sei que você esta aflito, mas eu preciso saber de uma coisa - Ela deu uma pausa - Você disse que ia pra casa da Clara, mas não estava lá. Tanto que ela sofreu o acidente sozinha. Onde você estava? - A pergunta que eu temia, ela fez. Eu teria que explicar tudo a Bruna e mais uma vez vir a tona todos aqueles sentimentos que estavam adormecidos dentro de mim.





MINHA GENTEEEE, CHEGUEI!!!!! AMORES, QUE CAPÍTULO FOI ESSE??? MEU DEUS, A CLARA SOFREU UM ACIDENTE E AGORA O LUAN ESTÁ COM REMORSO. ELE SAIU DE LÁ SEM FALAR COM ELA, MUITO ERRADO ISSO :/  O QUE SERÁ QUE VAI SER DOS DOIS DAQUI PRA FRENTE? PELO JEITO O ESTADO DA CLARA É GRAVÍSSIMO... EU ESTOU PREPARANDO ALGUMAS SURPRESAS... NÃO SEI SE VAI DAR CERTO, MAS VOU FAZER O POSSÍVEL! BEIJOOOOOOOS E COMENTEEEEEEEEEEM AMORES ♥

terça-feira, 12 de maio de 2015

CAPÍTULO 35.

- Luan, é a segunda vez que isso acontece... Poxa, não fiz nada pra você desconfiar de mim - Falei triste e Luan me olhou com remorso 

- Eu não queria te tratar assim - Ele pegou em minha mão fazendo carinho de leve - Eu tenho muito ciúme de você... E ver aquele cara te olhando foi o fim pra mim - Ele disse visivelmente arrependido 

- Tudo bem amor, ja passou - Tentei parecer desculpa-lo, mas na verdade eu estava muito triste 

- Você não me desculpou né? - Ele falou triste 

- Não é... É que eu tô triste, só isso - Eu sorri de lado 

- E se eu gritar que eu sou louco por você, você me perdoa? - Ele sorriu

- Você nao teria coragem - Eu sorri 

- Ahhh, eu teria sim, você esta duvidando de mim? 

- Não amor - Eu RI - Para - Ele fez gesto de quem ia gritar - Para amor, eu te desculpo - Eu RI 

- Mas desculpa do fundo do coração? 

- Do fundo do coração - Eu falei rindo 

- Não acredito - Ele ajoelhou no chão e eu o olhei com os olhos arregalados 

- Sai dai - Eu falei baixo e ele riu 

- Me perdoa? - Ele pegou uma de minhas mãos. Todos olhavam pra nós 

- Perdôo, agora se levanta - Eu gargalhei e ele se levantou pra me dar um leve selinho que foi correspondido rapidamente 

- Eu te amo - Ele disse mais baixo e eu Fechei os olhos

- Também te amo - Sorri e ele se sentou de volta

O garçom voltou a nossa mesa e nós fizemos os pedidos, durante todo o almoço nós conversavamos bastante. A essas horas minha raiva ja tinha passado, Luan me contava detalhes de como havia sido seus shows durante as duas semanas que ficou fora. Eu sentia o quanto ele amava o que fazia e era impossível não notar isso nele com um olhar, com a maneira de falar. Impossível não sentir o quanto era prazeiroso pra ele fazer o que ele mais amava: Cantar. Nós acabamos o almoço e Luan pediu a conta. Acabou de pagar, mas nao conseguimos sair antes das fotos que o garçom pediu, e logo depois o gerente, os outros garçons e alguns clientes. O Luan atendia a todos com boa vontade, alguns nem se davam o trabalho de levantar, com certeza não gostavam dele, ou de suas músicas, mas todos o respeitaram. Nós conseguimos sair de lá depois de quase uma hora. 

- Amor... - Me chamou enquanto caminhavamos até o estacionamento e eu o olhei - Podemos passar na minha casa? - Perguntou desconfiado 

- Claro amor, você deve estar morrendo de saudade deles né? - Sorri 

- Muita saudade amor - Disse animado 

Nós entramos no carro e seguimos direto para a casa de Luan. O caminho foi rápido, logo já estávamos em seu condomínio. Ele estacionou o carro e nós descemos. Luan abriu rapidamente a porta, eufórico. 

- Piiiii - Bruna veio correndo em direção a ele e lhe deu um abraço forte 

- Pi - Ele disse sorrindo ainda abraçado a ela. Seus pais caminharam em nossa direção também 

- Oi querida - Marizete me abraçou forte - Que bom que veio - Logo me soltou e foi abraçar Luan 

- Cunha - Bruna me abraçou - Como você está? 

- Ótima - Sorri - E você? 

- Bem - Olhou pra Luan que agora abraçava seu pai - Preciso te contar uma coisa - Falou em tom baixo e sorrindo largamente 

- O que foi que você aprontou dessa vez? - Eu falei no mesmo tom e ela riu 

- Deixa eu abraçar minha nora - Seu Amarildo veio em minha direção e eu também o abracei 

Depois da recepção nós fomos nos sentar. Dona Marizete, como de costume, perguntou se nós estávamos com fome e se queríamos comer. Confesso que a comida dela era deliciosa e sua proposta me fez pensar duas vezes. 

- Clarinha - Bruna me chamou e fez todos a olharem - Eu... É... Comprei uma blusa e queria te mostrar - Piscou 

- Claro Bru, vamos lá - Eu me levantei para segui-la e ninguém questionou. Nós costumávamos fazer isso. Nós subimos as escadas e chegamos até o quarto de Bruna. Ela rapidamente encostou a porta e eu me sentei em sua cama. - Qual o nome da blusa? - Eu disse brincando e ela gargalhou 

- Lucas - Riu mais ainda 

- Lucco? - Disse brincando e ela confirmou com a cabeça - Mentira - Ela fez mais um gesto positivo e eu abri a boca como quem não acreditava no que estava ouvindo - Me conta isso - Eu RI e ela também 

- Você sabe que ele vem direto aqui, né? - Confirmei com a cabeça - Então, um dia desses ele veio aqui e ai no meio de uma conversa ele pediu meu numero, completamente descontraído e eu passei. Ai logo que ele foi embora ele me chamou no Whatsapp e começou a conversar, jogando papo fora mesmo, sabe? - Eu ouvia atenta - Foi que depois de algumas conversas ele me chamou pra sair - Eu arregalei os olhos - E eu aceitei 

- Meu Deus, e quando vocês vão sair? - Disse eufórica 

- Nós ja saímos - Ela riu 

- Menina esperta - Bati de leve em seu braço e ela gargalhou 

- Semana passada! Ele é um fofo, puxa a cadeira, abre a porta do carro e tudo - Ela riu 

- Igual seu irmão - Eu mostrei a lingua - E voces ficaram? 

- Óbvio né Clarinha? - Riu 

- E aiiii? - Perguntei curiosa 

- Que beijo - Ela falou rindo - Fora que ele é um gato, né? 

Luan abriu a porta rapidamente entrando somente metade de seu corpo. Deixando eu e a Bruna extasiadas 

- A mãe ta chamando pra comer um bolo que ela fez - Ele disse - Quem é um gato? Seu irmao? - Luan riu. 

- A gente ja vai - Eu sorri amarelo - Estávamos falando de você amor 

- Ótimo - Ele sorriu e saiu 

Depois de alguns segundos Bruna me olhou branca como um papel 

- Será que ele ouviu? - Ela falou baixo

- Eu não sei, espero que não - Disse 

- Melhor a gente descer - Ela disse sorrindo amarelo e eu concordei. Nós sabiamos o quanto Luan era ciumento com Bruna e se ele descobrisse que seu amigo tinha ficado com sua irmã ele sem dúvida surtaria. Nós chegamos lá embaixo e a mesa já estava posta. 

- Só estávamos esperando as moças - Dona Marizete disse sorrindo - Vem cá, eu fiz bolo 

Nós sorrimos e nos sentamos a mesa. Eu ao lado de Luan e Bruna ao meu lado. Marizete havia feito um bolo de chocolate com cobertura, do qual Luan comeu uns três pedaços. Mas realmente estava delicioso. 

- E ai cunha, quando vou ser tia? - Bruna perguntou rindo e eu quase cuspi todo o suco em cima dela 

- Que isso Bruna, a gente nao ta pensando nisso não - Eu disse admirada 

- É Pi, tamo pensando nisso não - Luan disse disfarçando 

- Fazem quase quatro meses que vocês estão juntos e não chegaram nem perto disso? - Bruna ria 

- Fique sabendo que aqui é atividade - Luan disse convencido. Essa hora eu ja deveria estar roxa de vergonha 

- Parem com isso! - Dona Marizete disse segurando o riso - A vida intima deles não te diz respeito Bruna, coisa feia 

Felizmente aquele assunto acabou e eu agradeci intensamente por dentro. Nós acabamos de comer e fomos todos pra sala, eu ajudei Marizete a lavar os pratos e guardar enquanto ouvia Luan e Bruna brincar com o puff na sala. Nós fomos todos pra sala. Me sentei ao lado de Luan que descansava seu braço em meu ombro e vez ou outra depositava um beijo em minha bochecha. Eram 19h30 e eu me dei conta que precisava ir embora, Marizete insistiu pra que eu ficasse, mas eu aleguei que precisava estudar para a prova de amanhã entao assim eles me permitiram ir embora. Luan me acompanhou até o carro depois da despedida e me encostou nele.

- Vou sentir saudade - Ele disse acariciando meu rosto com as costas das mãos. 

- Eu também amor - Fiz bico - Voce viaja essa semana? 

- Não paixão, vou ficar essa semana inteira - Ele sorriu - Posso ir te ver sempre - Piscou 

- Pode sim - Envolvi meus braços em volta de seu pescoço - Quando quiser - Dei um selinho em seus lábios 

- Eu te amo tanto - Ele disse enquanto nossas testas estavam coladas e nossos olhos fechados - Tanto, Clara 

- Eu te amo demais, Luan, demais - Ele sorriu e tocou meus lábios com seu maravilhoso. Logo sua língua pediu passagem e eu cedi rapidamente. Luan me apertou mais contra o seu corpo, nosso beijo estava extremamente envolvente. Se eu pudesse, ficaria assim pra sempre. Mas logo nós tivemos que nos separar por falta de ar. - Tenho que ir amor 

- Eu sei anjo - Ele abriu a porta do carro depositando um beijo em minha testa e por fim um longo selinho. - Vai lá, antes que eu te sequestre - Ele riu 

- Olha que eu fico - Eu RI adentrando o carro e dando partida - Eu te amo 

- Eu também te amo, vai com Deus, quando chegar me liga - Ele me deu um último selinho e eu sorri assentindo. 

Sai de lá com o coração apertado. Eu sentia uma intensa vontade de voltar assim que saía de perto do Luan, odiava ficar longe dele. Como nossas casas eram próximas eu logo cheguei. Cumprimentei seu Jorge que estava no seu local de sempre, lendo um jornal. Fui para o elevador, me ajeitei no espelho e logo meu andar chegou. Abri a porta e eu estava em casa. Eu até gostava de morar sozinha, mas chegar em casa e não ver ninguém era horrível. Eu sentia falta da minha mãe, do meu pai e do meu irmão também. Fui para o banheiro tomar um banho e parecia que o cheiro do Luan estava impregnado naquele lugar e eu não queria que sumisse nunca, assim eu tinha a sensação de que ele estava sempre perto. Eu tomei um rápido banho e caminhei até meu quatro escolhendo um pijama curto azul, me sentei na cama, peguei os livros e cadernos e comecei a estudar, lembrei que precisava mandar uma mensagem pra Luan e assim fiz: 

Amor, eu cheguei em casa tem um tempinho. Já tomei banho e agora estou estudando, já sinto saudade. Amo você ❤ - Clara 

Logo em seguida recebi a resposta

Graças a Deus, já ia mandar a polícia atrás de você! Bom estudo amor, amo você também ❤❤ - Luan 

Exagerado kkkk Obrigada e boa noite amor, durma bem ❤- Clara 

Obrigado princesa, boite pra você também, descanse ❤ - Luan 

Coloquei o celular no criado mudo sorrindo feito boba e voltei aos estudos. Quando me dei conta já eram meia noite, eu precisava dormir. Assim fiz, coloquei os livros no chão, ao lado da cama e assim que deitei, dormi. 

(...) 

Eram 18h30. Estava saindo do hospital, indo em direção ao meu carro acompanhada como sempre do Felipe, que agora parecia puxar assunto de onde não tinha. Em matéria de ser bipolar o Felipe sabia muito bem sobre. 

- Vou te fazer uma visita essa semana - Ele disse enquanto eu entrava no carro. Me percorreu um gelo pela espinha - Você sabe, pro jantar - Ele sorriu 

- Ah ta - Não queria que ele fosse - Tudo bem entao, tenho que ir, até mais Fê - Sorri amarelo 

- Até gatinha - Ele tirou as duas mãos de cima do meu carro e eu rapidamente saí o deixando ali me olhando. 

(...) 

Hoje era quarta feira, eu havia acabado de chegar em casa de mais um dia cansativo de trabalho e estudo. Fui pro banho imediatamente, tomei um banho longo para relaxar, lavei os cabelos. Sai do banho e vesti um pijama preto de cetim, sequei um pouco os cabelos com a toalha e desci. Estava morta de fome, hoje foi mais um dia do qual eu não comi bem. Comecei a fazer a janta, fiz algo rápido. Ouvi a campainha tocar e me assustei. Eu nao estava esperando ninguém, quem poderia ser? Só uma pessoa me veio em mente: Luan. Fui atender a porta eufórica a espera dele, mas quando abri tive uma grande decepção 

- Felipe - Disse visivelmente triste 

- Oi Clarinha - Ele me olhou dos pés a cabeça. Segurava um vinho em mãos. 

- Me desculpe o mal jeito, nao estava esperando ninguém, mas entra ai - Eu dei passagem pra ele que me puxou para um abraço 

- Cheirosa - Disse inalando o perfume dos meus cabelos - Trouxe um vinho pra nós - Eu me soltei dele e assenti 

- Vou me trocar, fica a vontade - Subi as escadas feito um tiro. Não estava acreditando, como ele poderia ter aparecido assim, sem avisar? E o pior de tudo, eu nem havia avisado o Luan, ele ficaria uma fera. Pensei em ter escutado a campainha tocar, mas acredito ter sido impressão. Vesti um short jeans de cor clara, uma blusa preta simples de alcinha e um chinelo também preto. Assim que cheguei na sala vi a porta completamente aberta e Felipe parado a olhando 

- Felipe? O que aconteceu? - Eu perguntei sem entender indo em direção a porta e ele segurou meu braço

- Seu namoradinho apareceu por aqui - Disse em meu ouvido 

- E o que você fez Felipe?? - Disse já nervosa 

- Só disse umas verdades pra ele - Ele riu - Qual é Clarinha, todo mundo sabe que você não gosta dele, ta com ele so pelo dinheiro, pela fama - Ele deu uma pausa - Ah, e ele mandou dizer que é pra você nao ir atrás dele - Sorriu sarcástico e eu dei um tapa em sua cara 

- Você é um filho da puta Felipe, sai da minha casa agora - Eu gritei e ele gargalhou indo em direção a porta 

- Nervosinha você - Passou a mão no rosto no local do tapa e ainda sorriu - Você me paga por isso - Ele saiu do apartamento e eu desabei a chorar 







AMOOOOOOOOOREEES, CHEGUEI!!!!! VOCES NAO VAO ACREDITAR, ACABOU A LUZ HOJE AQUI EM CASA, FIQUEI SEM INTERNET POR UMAS 3 HORAS E VOLTOU FAZ POUQUISSIMO TEMPO, QUASE QUE NÃO DEU PRA POSTAR :( MAS O QUE IMPORTA É QUE EU CONSEGUI *-* VAMOS FALAR SOBRE O CAPITULO: E A BRUNA AMORES? FICOU COM O LUCAS (SORTUDA ELA) O QUE SERÁ QUE VAI ACONTECER QUANDO O LUAN DESCOBRIR? SERÁ QUE ELE VAI DESCOBRIR? HAHA! E SOBRE O FELIPE??? FILHO DA PUTA! ESTOU COM RAIVA DELE ATÉ AGORA. O QUE SERÁ QUE ELE FALOU PRO LUAN? E SERÁ QUE ELE ACREDITOU? MEU DEUSSS, O PRÓXIMO CAPITULO TA IMPERDIVEL! COMENTEM LINDASSSSSS, BEIJOCAS ❤❤❤❤ 

segunda-feira, 11 de maio de 2015

CAPÍTULO 34.

- Eu quero você... agora - Ele passo a mao sobre minha coxa apertando forte me fazendo arfar. Eu passei sua mão entre seus cabelos e o puxei pra mais perto de mim, sua boca estava semi aberta. Passei a lingua de leve sobre seus lábios e Luan imediatamente fechou os olhos como resposta. Ele deu início a um beijo intenso, suas mãos percorriam por toda as minhas costas. Luan retirou meu sutiã e jogou em qualquer canto da cozinha, ele começou a massagea-los apertando forte. Eu jogava a cabeça pra tras de tão bom que aquilo estava. - Vamos pro quarto? Tô morrendo de saudade de você... - Ele passou a mão por toda a lateral do meu corpo. Eu assenti com a cabeça e Luan me pegou no colo. Eu coloquei as pernas em volta de sua cintura e Luan segurou meus cabelos me dando um beijo intenso, pelo caminho ele me encostou na porta do banheiro que estava trancada e puxou de leve meu cabelo deixando meu pescoço completamente amostra, ele depositou beijos quentes por ali, por todo meu pescoço, subindo pra minha orelha e acariciando de forma forte meus seios. Ele desceu suas duas mãos apertando minha bunda e puxando meu lábio inferior com o dentes. Nós finalmente chegamos no quarto, a tevê ainda estava ligada, havia um cobertor em cima da cama, as luzes apagadas. Luan me jogou em cima da cama e veio pra cima de mim numa velocidade completamente desconhecida. Sua boca foi diretamente pro meu pescoço, ele apertava meus seios, seus beijos foram descendo por todo meu colo passando pelos meus seios, onde ele começou a dar leves chupadas e mordidas. Suas mãos ágeis agora se direcionaram pra minha intimidade. Seus dedos afastaram minha calcinha e Luan imediatamente me olhou sorrindo safado, ele começou a brincar com seus dedos em meu clítoris me fazendo implorar pra que ele fizesse logo aquilo. Eu me contorcia na cama e ele se divertia com isso. Ele penetrou um de seus dedos em mim e eu gemi alto, sua lingua agora percorria toda a minha barriga, ele dava leves chupões e subia devagar até o meu pescoço, passando a lingua e mordendo de leve minha orelha.

- Luan - gemi - quero você - Luan me olhou mordendo os lábios com o dedo ainda dentro de mim

- Quer o que amor? - Ele mordeu mais uma vez minha orelha colocando seu dedo mais fundo e eu gemi 

- Você - Disse ofegante

- Mas como você me quer? - Ele puxou meus cabelos

- Dentro de mim - Gemi 

- Agora? - Passou a lingua pelo meu ouvido e com outro dedo fazia movimentos circulares no meu clítoris 

- Is- isso - Eu disse gaguejando 

Levei minhas mãos até a calça do Luan apertando forte seu membro e ele ofegou em meu ouvido, fui tirando sua calça devagar até sentir seu membro completamente duro em minha coxa. Ele terminou de tirar a calça e logo em seguida veio tirar minha calcinha. Ele segurou em seu membro e o passava devagar na entrada da minha intimidade ameaçando colocar. Aquilo estava me enlouquecendo

- Anda logo com isso Luan - Eu disse ofegante e ele riu 

Ele pegou uma camisinha na gaveta do criado mudo e rapidamente abriu o pacote a colocando em seu membro. Ele se deitou sobre meu corpo me encarando fixamente, eu já respirava forte, queria aquilo tanto quando ele. Luan me girou rapidamente na cama ficando por baixo de mim e eu por cima, não havia entendido muito bem o que ele faria. Ele puxou meu cabelo ferozmente e me inclinou em cima do seu corpo me olhando com desejo, agora eu já podia imaginar o que ele queria. Eu segurei em seu membro e encaixei na entrada de minha intimidade, assim como ele havia feito, ele me olhava como quem queria que eu fizesse mais, e eu fiz. Fui encaixando devagar seu membro em mim e Luan me olhava com desejo, até que coloquei até o final soltando um gemido alto juntamente com Luan. Eu comecei a cavalgar devagar sobre o membro de Luan com a ajuda dele, que segurava em minha bunda me ajudando. Nós começamos a intensificar os movimentos, o suor pingava sobre nossos corpos, nós estavamos ofegantes, mas não parávamos. Aquilo era incrível. Luan sabia exatamente como me deixar com tesão. Eu estava próxima do meu ápice, nós começamos a ir mais e mais rápido foi quando Luan gozou sem nem dar tempo de anunciar que o faria. Eu parei de cavalgar e caí sobre seu peito cansada, ele envolveu seus braços envolta de minha cintura e me apertou contra seu corpo. 

- Você não... é... - Luan disse dando pausa, respirando forte. 

- Não amor - Eu disse deitada em seu peito, sabia sobre o que ele se referia 

- Então eu preciso cuidar disso - Ele sorriu e mais uma vez me virou na cama me deixando deitada na cama 

Ele tirou seu membro de dentro de mim e caminhou até o banheiro, depois de alguns segundos ele parou na porta, me olhando

- Vem cá - Mordeu os lábios e eu me sentei na cama o olhando 

- O que foi? - Coloquei o lençol sobre meu corpo e sai da cama caminhando em sua direção. Ele se aproximou de mim e delicadamente retirou o lençol que enrolava meu corpo deixando-o cair no chão. - Amor - Ele me interrompeu com um beijo quente, suas mãos passavam por todo meu corpo e apertavam forte. Ele foi caminhando comigo ainda aos beijos pro banheiro

- Tô te devendo um orgasmo - Ele falou baixo em meu ouvido completando com uma mordida na orelha 

Nós entramos no banheiro aos beijos, as maos do Luan percorriam meu corpo todo. Ele abriu o chuveiro com uma das maos sem se desvencilhar de mim. Nós entramos juntos. Luan passou a mão pelo meio das minhas costas logo em seguida descendo até minha bunda e apertando. Ele me encostou no parede gelada me apertando contra ela, suas maos percorriam meus seios e sua boca meu pescoço dando leves chupoes. Ele desceu sua mão até a minha intimidade passando os dedos de leve, ele abriu delicadamente minhas pernas e penetrou dois dedos em mim de uma só vez, o que me fez gritar. Eu podia sentir o membro do Luan já rígido em minha coxa. Luan fazia movimentos circulares dentro da minha intimidade me fazendo gemer alto. Num ato rápido ele tirou os dedos de dentro de mim e eu imediatamente o olhei sem entender e ele como resposta, sorriu safado. 

- Fica de costas pra mim, fica? - Ele mordeu minha orelha e virei de costas devagar com o Luan encaixado atrás de mim. 

Ele pegou em meus dois braços e colocou na parede gelada, me fazendo ficar encostada nela também, ele passou a mão por todo o contorno do meu corpo, dando um leve tapa em minha bunda, ele logo a puxou um pouco pra cima me deixando com ela empinada. Luan se encostou atrás de mim me fazendo sentir seu membro completamente duro entre as minhas pernas. Ele encaixou seu membro em minha intimidade e suas maos foram diretamente pros meus seios, ele os apertava enquanto colocava seu membro em minha intimidade, até que ele colocou tudo e ficou fazendo movimentos fortes, colocando rapidamente me fazendo gemer alto. Ele me apertava contra a parede. Ele parou de fazer os movimentos e pegou em minha cintura me fazendo rebolar em seu membro. Nós ficamos assim por mais uns minutos até eu sentir que gozaria Luan intensificou os movimentos me fazendo chegar rapidamente ao orgasmo. Logo ele também chegou ao orgasmo retirando seu membro e ejaculando em minhas pernas. Nós terminamos de tomar o banho e logo fomos nos deitar para dormir. 


                                  {...}


- Amor, vamos! Nós estamos atrasados - Luan me chamava enquanto eu estava no quarto terminando de me arrumar. Hoje nós iríamos a uma reunião no escritório LS music. Luan iria se encontrar com alguns produtores musicais para gravar uma nova música. 

- Calma amor, já estou acabando - Eu disse indo diretamente pro espelho. Me olhei e gostei do que vi. Logo tirei uma foto e postei em meu instagram: 



Desci apressadamente indo de encontro ao Luan. 

- Nossa amor, achei que não fossemos sair daqui nunca mais - Ele riu passando a mão por cima de minha cintura

- Besta - Eu ri dando um selinho em seus lábios e saindo em direção a porta. Logo nós adentramos o elevador

- Você esta linda - Ele acariciou meus cabelos - Irresistivelmente linda - Ele tomou meus lábios e me deu um beijo de tirar o fôlego que ele só parou quando as portas do elevador se abriram. Nós saímos rindo do elevador e fomos em direção ao carro. Ele abriu as portas pra mim e tomou o volante. O caminho foi rápido, logo nós ja tínhamos chegado. Luan estacionou o carro e nós saímos. Nós entramos no prédio. Luan cumprimentou a recepcionista que sorriu pra nós. Seguimos pra uma sala grande, com uma mesa e diversas cadeiras. Lá já estavam três homens que se levantaram assim que nos viram. Eles se aproximaram de nós e Luan cumprimentou os três com um aperto de mão.

- E essa moça linda, quem é? - Um dos homens que estava vestido formalmente perguntou 

- Minha namorada - Luan disse fechando a cara - Esse aqui é o meu produtor, o Dudu - Ele disse pra mim e eu o cumprimentei - Esse aqui é o Ronaldo e esse o Valter, eles vão propor a nova música - Luan disse visivelmente bravo 

Luan puxou uma das cadeiras e eu me sentei, ele se sentou ao meu lado. Eles começaram a conversar sobre as músicas. Luan estava com a cara fechada e falava somente o necessário, eu estava completamente sem graça pela situação porque o tal de Ronaldo não parava de me encarar. Pra ajudar a mesa era de vidro e o homem fazia questão de olhar minhas pernas pelo vidro. Luan também percebeu isso já que depositou suas mãos em cima de minhas pernas que estavam cruzadas. A reunião prosseguiu e o homem mal falava, ele fazia questão de prestar atenção em mim. O clima estava muito tenso. 

- Eu vou ficar com a música do Valter - Luan disse rapidamente na tentativa de acabar com aquela situação constrangedora 

- Nós precisamos falar melhor sobre a música do Ronaldo - O Dudu disse como quem quisesse ficar com a música dele

- Acho que já ouvi o bastante - Luan se levantou pegando em minha mão e eu logo me levantei também - Vou indo, obrigado pela disponibilidade de vocês, depois o Dudu fecha o contrato com o Valter - Eu me despedi sem graça e nós saímos da sala. Luan saiu feito um tiro em direção ao carro e eu logo atrás dele tentando acompanhar seus passos. 

- Amor - Eu o chamei andando rápido atrás dele - Amor, para - Ele me olhou - Eu não tenho culpa de nada

- Ah - Ele riu - Não tem culpa mesmo? Você tem certeza? Se você não tivesse com uma saia desse tamanho, não teria acontecido nada disso, né Clara? - Ele me olhou como se fosse óbvio

- Luan, mais uma vez a gente vai brigar por causa disso? Por causa da minha roupa? Você é muito machista! - Eu entrei no carro furiosa e completamente ofendida. O que a minha roupa tinha a ver com isso? Não tenho culpa se ele era um tarado. Ele deu a volta no carro bufando e logo entrou também. Deu a partida e seguiu com o carro. Ele não disse uma só palavra durante todo o caminho. 

Notei que Luan não estava indo pra minha casa, ele não havia me dito pra onde estávamos indo. Aliás, não havia dito nada o tempo inteiro. Ele estacionou o carro em frente a o que aparentava ser um restaurante com o nome Paris 6. Eu o olhei tentando entender 

- Eu só quero almoçar - Seu tom de voz estava mais calmo, melhor assim. 

Assim que ele estacionou eu destravei a porta do meu carro, Luan ia dizer algo mas eu não permiti. Sai do carro e logo Fechei a porta. Eu ainda estava chateada. Qual a necessidade de agir dessa forma? Ele agia como se eu tivesse dado moral para o homem. Logo ele desceu do carro de cabeça baixa e o trancou, ele me deu a mão e eu o olhei surpresa 

- Achei que você fosse correr na minha frente - Eu disse irônica e ele somente abaixou a cabeça 

Nós adentramos o restaurante com olhares curiosos em cima de nós dois, as pessoas pareciam não acreditar que estavam nos vendo. Luan foi em direção a recepção e pediu uma mesa, o que prontamente foi atendido pelo recepcionista. Nós nos sentamos num lugar mais reservado, longe de qualquer janela. Luan puxou a cadeira pra mim e logo de sentou, o garçom nos deu o cardápio e saiu dali. 

- Amor... - Ele esticou a mão sobre a mesa - Me desculpa? - Ele disse com cara de cachorro abandonado, mas eu estava magoada demais pra ter dó daquela cena






HEEEEEY AMORES! FINALMENTE EU APARECI KKKKKK MIIIIL DESCULPAS POR TER FICADO DOIS DIAS SEM POSTAR! EU FIQUEI MUITO OCUPADA ESSE FIM DE SEMANA :/ MAS O QUE IMPORTA É QUE EU JA ESTOU AQUI *--* E EU QUERO SABER O QUE VOCES ACHARAM DO CAPÍTULO??? UM HOT E TANTO ESSE HEN? :O E ESSE ATAQUE DE CIUME DO LUAN? SERÁ QUE A CLARA VAI PERDOAR ELE? JA ESTOU ESCREVENDO O PROXIMO CAPITULO E POSTO AINDA HOJE SE TUDO DER CERTO AMORES. DESCULPEM E OBRIGADA ❤ COMENTEMMM!