quarta-feira, 13 de maio de 2015

CAPÍTULO 36.

Nunca imaginei que o Felipe fosse capaz de fazer algo desse porte. Eu estava arrasada. Decidi que ligaria pro Luan e assim fiz, liguei uma vez e chamou, chamou, chamou, até cair. Tentei mais uma vez e aconteceu o mesmo chamava até cair. Liguei mais umas três vezes e na ultima tentativa simplesmente nem chamava, ou seja, ele havia desligado o celular para não falar comigo. É, ele havia acreditado no que o Felipe tinha falado pra ele. Como podia ser tão hipócrita. Eu decidi que iria atrás de Luan, não sabia como ele havia vindo, mas provavelmente teria sido de carro, já que ele estava em casa durante toda a semana. Não quis esperar o elevador, desci de escadas mesmo. Eram muitos andares, mas eu estava aflita, não sabia o que poderia ser de nós dois daqui pra frente. Desci diretamente para a garagem do prédio e já fui em direção ao meu carro, destravei o alarme pela chave e entrei dando rapidamente a partida, só dando tempo de colocar o cinto. Sai da garagem correndo em um rumo que nem eu mesmo sabia qual era, somente segui.

LUAN NARRANDO *

Eu sai do apartamento da Clara completamente atordoado. Eu tentei mais cedo fazer uma surpresa pra ela, aparecendo em seu apartamento, mas o que eu não contava era que um homem estaria lá dentro. Aquele mesmo cara que trabalha no hospital, me lembro bem dele.

FLASHBACK ON*

- Mãe, to indo lá na casa da Clara, volto só amanhã viu? - Gritei da sala já que minha mãe estava lá em cima 

- Tudo bem querido, vá com Deus e dê um beijo nela por mim - Ela disse num tom alto e eu saí em direção ao meu carro. Eu estava muito feliz, era sempre assim quando eu ia vê-la. Sentia meu coração bater tão forte que parecia pular pra fora do peito. Eu coloquei o cinto e dei partida no carro, liguei o rádio e sai em direção a casa de Clara. Parei no farol e na próxima esquina notei que havia um floricultura. Esperei o farol abrir e logo estacionei em frente a floricultura, comprei apenas uma orquídea branca pra ela que estava em um vaso lindo todo de madeira e bem decorado. Coloquei a orquídea dentro do carro, no banco de tras, e logo entrei também. Segui pra casa dela completamente confiante e alegre. Ela me fazia muito feliz, como nunca antes eu fui. Eu cheguei no apartamento dela e como já era muito conhecido por lá, eu estacionava na própria garagem do prédio. Eu desci do carro e deixei a flor lá dentro, faria uma surpresa pra ela, daria assim que amanhecesse, numa mesa de café da manhã que eu mesmo iria montar, já havia planejado isso. Cumprimentei seu Jorge que estava no seu mesmo lugar de sempre que me retribuiu sorrindo. Entrei no elevador e me ajeitei no espelho, coloquei as mãos no bolso e esperei chegar o seu andar. Meu coração estava disparado, parecia que fazia um mês que eu não a via. Eu desci do elevador e decidi que não abriria a porta com a chave que eu tinha e sim tocaria a campainha e assim fiz. Mas quando a porta se abriu minha alegria toda se esvaiu e eu não sabia o que dizer. Um homem havia aberto a porta, aquele do hospital, que trabalhava com a Clara. Me lembro bem de sua cara. 

- Opa, Luan, e ai? - Ele disse na maior cara de pau com um sorriso irônico

- Cadê minha namorada? - Eu tentei me conter, mas estava complicado. Era bom alguém me explicar logo o que estava acontecendo ou eu socaria a cara dele 

- Namorada? - Arregalou os olhos - Cara, não acredito nisso 

- Mano, você sabe que a gente namora já tem um tempo, cadê a Clara? - Quase grite

- Calma ae rapaz. Nós fomos enganados! A Clara me disse que já tinha terminado com você, no começo eu questionei e estranhei o porquê não havia saído nas revistas e jornais de fofoca, mas ela me disse que vocês estavam esperando um meses pra terminar oficialmente... - Ele parecia tentar se recordar de algo - Ela me disse que... Mano, não sei se eu devo dizer isso 

- Fala logo caralho - Disse alterado 

- Que o namoro de vocês era de contrato, que vocês não estavam juntos de verdade e a gente começou a ficar tem uns quatro dias. Hoje eu vim aqui jantar, trouxe um vinho pra nós - Ele mostrou o vinho em cima da mesa - Acho melhor você ir embora, ela esta no banho - Ele piscou e eu saí de lá completamente desnorteado, possuído pelo ódio. Eu queria matar aquele cara, mas no fundo meu coração estava despedaçado. Eu não podia acreditar que a minha Clara havia dito tudo aquilo, não poderia acreditar que ela me traiu e mentiu pra mim dizendo que não havia nada entre ela e ele aquele dia no hospital. Eu sabia, eu fui um idiota, um burro - Dei um soco na porta do elevador e logo depois ela se abriu. Seu Jorge me olhou confuso, parecia querer entender o porquê de eu ter saído tão cedo de lá. 

FLASHBACK OFF*

Eu entrei no carro e as lágrimas eram incontíveis. Eu não acreditava naquilo, meu coração me pedia pra que eu voltasse pra lá e perguntasse diretamente a Clara o que havia acontecido, qual era a verdade, mas minha cabeça me dizia que eu deveria acreditar naquele cara, afinal se não fosse isso, o que ele estaria fazendo lá? Fui andando com o carro bem devagar, vez ou outra alguém buzinava pra que eu fosse mais depressa, aí eu acordava de todos os meus pensamentos e continuava a seguir, senti meu celular vibrar no bolso insistentemente e não dei atenção. Simplesmente continuei a seguir. O celular continuava a vibrar, até que eu tomei coragem para olhar pro seu visor e vi que era ela. A vontade de atender era enorme, mas eu não conseguia, simplesmente desliguei o celular e continuei a percorrer as avenidas. Fui parar em algum lugar que eu desconhecia. Era completamente deserto, estava escuro. Eu só desliguei o carro, tirei o cinto, debrucei sobre o volante e me permiti chorar, chorar da forma que nunca havia feito antes, eu me condenei o tempo inteiro. Ela me enganou, como eu fui tão burro a ponto de acreditar nela! Eu estava cego, ela me cegou, me fez ama-la incondicionalmente pra poder me apunhalar pelas costas, me traiu, me usou. Tudo o que nós vivemos pra ela não valeu de nada. Depois de algumas horas ali pensando, eu resolvi voltar pra casa. Provavelmente todos já estariam dormindo e eu não teria de me explicar com ninguém, pensaria no que faria amanhã. Segui em direção a minha casa, somente voltei por todo o caminho que eu havia percorrido até chegar até aquele lugar, porque eu não sabia onde eu estava. No caminho de minha casa, um acidente com um caminhão interditava a pista e eu tive que mudar completamente o rumo demorando mais tempo até chegar em minha casa. Assim que adentrei o condomínio, meus olhos ainda estavam embaçados por conta do choro e eu somente estacionei o  carro enfrente a casa que eu julguei ser minha. As luzes estavam todas acesas e eu estranhei, já era tarde, por que todos estariam acordados? Assim que entrei em casa tomei um susto. Meus pais estavam chorando e minha irmã também. Eles pareciam desesperados com algo, mas assim que me viram correram pra me abraçar. Eu simplesmente não estava entendendo o que estava acontecendo. 

- Filho, graças a Deus - Minha mãe disse abraçada a mim ainda chorando 

- O que foi que houve? - Eu perguntei sem entender

- A gente tá ligando no seu celular faz umas duas horas, sei lá - Bruna disse aos prantos - Voce não estava com a Clara no carro?

- Pera ai, que carro gente? Alguém me explica o que ta acontecendo? - Eu disse alterado, não estava entendendo nada - Porque vocês estão chorando? 

- Filho - Meu pai se pronunciou. Ele era o único que não chorava ali. - Você saiu de casa pra ir pra casa da Clara - Automaticamente a cena daquele homem me falando aquelas coisas veio em minha mente e eu me segurei para não chorar - Faz uns quarenta minutos que nós recebemos a notícia de que o carro da Clara capotou numa estrada que dá ligação pra nossa casa - Senti um gelo percorrer por todo meu corpo - Nós deduzimos que você estivesse dentro, já estávamos seguindo pro hospital. Por isso o desespero. 

- Nós precisamos ir pro hospital agora! - eu disse quase gritando, se virando pra porta. Eu sai feito um tiro de casa e meus pais me acompanharam. Eu não sabia o que fazer, era muita informação pra uma noite só. Como assim o carro da Clara havia capotado? O que ela estava fazendo dentro daquele carro? Meu deus... Não pode ser... O acidente com o caminhão, seria o carro dela? Não era possível... Eu estava tão atordoado que não tinha prestado atenção em nada. 

- Filho, você não esta em condições de dirigir - Meu pai tocou meu ombro e só assim eu acordei dos meus pensamentos 

- Não pai, eu dirijo - Disse firme e ele assentiu 

Todos entraram no carro e meu pai disse o endereço do hospital, ele colocou no gps e eu fui seguindo o caminho indicado. Estava com pressa, eu tentava conter as lágrimas que insistiam em descer pelo meu rosto. Eu não conseguia pensar em nada, meu Deus, qual seria o estado dela? Percebi pelo retrovisor que minha mãe segurava no colo a orquídea... Aquela que eu daria pra Clara, assim como estava nos meus planos mas que eu não consegui concretizá-los. Eu imagino que na cabeça dos meus pais, estavam se perguntando o porquê de eu não estar naquele carro. O porquê que eu não estava com a Clara... Nem eu mesmo sabia. Minha mente parecia que iria pegar fogo a qualquer momento. Eu estava realmente sem saber como agir. Esse acidente foi, sem dúvida culpa minha. Se eu tivesse conversado com ela antes de sair correndo de lá, talvez nada disso teria acontecido. Eu deveria ter confiado nela, deveria ter pensando antes de sair correndo de sua casa. Meu Deus, a culpa era toda minha. Eu cheguei ao hospital e rapidamente estacionei. Desci do carro e meus pais desceram logo atrás, eu corria em direção a portaria, precisava vê-la e tinha que ser agora. Queria tocar em seu rosto, saber como estava. Minha ficha ainda não havia caído, não era possível que a minha menina tinha sofrido um acidente. Eu cheguei na recepção do hospital desesperado

- Com licença - Chamei a recepcionista que me olhou admirada - Minha namorada deu entrada aqui no hospital, ela sofreu um acidente, onde ela ta? - Disse ofegante

- Oi - Ela sorriu - Bom, a única moça que chegou aqui de um acidente foi a Clara Alencar Medeiros - Ela olhou no papel e eu assenti com a cabeça - O estado dela é grave, ela já foi encaminhada pra sala de cirurgia. O andar é o sétimo, pode subir 

Eu mal deixei ela terminar de falar e fui em direção ao elevador. Por um segundo eu havia esquecido dos meus pais e da minha irmã. Como assim ela precisaria passar por uma cirurgia? O elevador parou no sétimo andar e eu mal tinha notado. Saí do elevador e avistei a família de Clara. Meu coração parecia sair pela boca, meus pais não trocavam uma só palavra comigo. 

- Dona Marina - Eu falei e ela levantou sua cabeça. Seus olhos estavam completamente vermelhos. Ela se levantou e seu choro foi inevitável, ela me abraçou com força. Parecia querer recarregar todas as suas energias ali, em mim. E eu não a soltei. Somente fechei os olhos e a segurei. Meus pais terminavam de cumprimentar Vinicius e Carlos.

- Vai ficar tudo bem - Eu disse soltando Marina e dando um leve abraço em Carlos que parecia inconsolável. Logo em seguida parti para abraçar Vinicius que me correspondeu rapidamente. 

- Como é que ela tá? - Eu disse baixo no ouvido de Vinicius, queria que somente ele escutasse 

- Mal cara... Muito mal - Ele disse no mesmo tom e eu uma lágrima desceu pelo meu rosto. - Parece que o carro dela praticamente entrou embaixo do caminhão. Ela estava a quase cem, numa estrada de quarenta quilômetros. - Ele se soltou de mim

- É culpa minha - Eu me sentei e Vinicius se sentou ao meu lado. Minha mãe havia levado Dona Marina pra tomar uma água, portanto o tom que conversávamos agora era um pouco mais alto. 

- Não cara, você não tem culpa não - Ele bateu em minhas costas - Eu só não entendo o porquê dela ter saído a tanta velocidade uma hora dessas, a Clara não é de correr 

- Então cara... Culpa minha - Eu coloquei as mãos no rosto e me permiti chorar 

- Com licença - Um médico se aproximou de nós e rapidamente seu Carlos se levantou

- Como é que ela tá doutor? - Ele perguntou aflito

- Ela vai ter que passar por uma cirurgia, seu estado é grave. O caminhão quase passou por cima de seu carro, seus ferimentos são profundos e ela vai precisar tomar ponto em alguns locais do corpo. A paciente ainda continua desacordada, por isso precisamos da autorização da família para que realize a cirurgia.

- Pode realizar Doutor - Carlos se pronunciou e Marina o olhava atenta 

- Só preciso que você assine esse papel aqui - Mostrou o papel -Me acompanhe por favor... O senhor é pai dela?

- Sou sim - Carlos acompanhou o médico

Eu estava aflito, queria vê-la. Eu estava triste sim com o que havia acontecido, mas a vida dela era mais importante do que qualquer coisa. 

- Pi, vem cá? - Bruna se levantou e me chamou - Quero comprar algo pra comer 

- Vamô lá - Eu me levantei e segui a Bruna em direção a cantina do restaurante

- Pi, sei que você esta aflito, mas eu preciso saber de uma coisa - Ela deu uma pausa - Você disse que ia pra casa da Clara, mas não estava lá. Tanto que ela sofreu o acidente sozinha. Onde você estava? - A pergunta que eu temia, ela fez. Eu teria que explicar tudo a Bruna e mais uma vez vir a tona todos aqueles sentimentos que estavam adormecidos dentro de mim.





MINHA GENTEEEE, CHEGUEI!!!!! AMORES, QUE CAPÍTULO FOI ESSE??? MEU DEUS, A CLARA SOFREU UM ACIDENTE E AGORA O LUAN ESTÁ COM REMORSO. ELE SAIU DE LÁ SEM FALAR COM ELA, MUITO ERRADO ISSO :/  O QUE SERÁ QUE VAI SER DOS DOIS DAQUI PRA FRENTE? PELO JEITO O ESTADO DA CLARA É GRAVÍSSIMO... EU ESTOU PREPARANDO ALGUMAS SURPRESAS... NÃO SEI SE VAI DAR CERTO, MAS VOU FAZER O POSSÍVEL! BEIJOOOOOOOS E COMENTEEEEEEEEEEM AMORES ♥

4 comentários:

  1. Continua por favor perfeito Como sempre !

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  2. Meus Deus Coitada da Clara Tudo Culpa Desse Felipe Idiota Tomara Que Ela Fique Bem Logo.Continua Estou Bem Curiosa Pela Desfecho Da História.😰😥😱😭😿💕

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    1. Pois é, o Felipe é um babaca!!! Tomara que ela melhore logo ❤

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