- Eu fui até a casa dela e tinha um homem lá Pi! Ele trabalha com ela, já vi ele no hospital onde ela trabalha. Ele me disse que ... - Contei toda a história a Bruna que me ouvia atentamente
- E você acreditou nesse cara sem nem falar com ela antes?
- Acreditei Bruna... Se não fosse isso, o que ele estaria fazendo lá? Com um vinho em mãos ainda?
- Eu não sei, ele poderia ter aparecido lá do nada, não sei, mas você tem que conversar com a Clara! Ela nao faria isso com você
- Como você tem tanta certeza? - Perguntei cruzando os braços
- Luan, se eu que sou cunhada dela tenho certeza que ela não faria isso e o NAMORADO - Deu ênfase na palavra - Nao confia nela, entao nao sei o que voces estão fazendo juntos - Ela simplesmente disse e saiu
Ela tinha razão. Eu deveria confiar na Clara, nós deveríamos ser cúmplices um do outro. Fora que eu também desacreditei quando aquele cara me disse aquele monte de bobagens, mas eu preferi partir pro mais simples, acreditar na primeira opção. Meu Deus, agora sim eu me sinto pior do que deveria, isso foi culpa minha! Totalmente minha! Minha namorada está numa cama de hospital, num estado gravíssimo, sendo operada por minha culpa. Eu voltei para o lugar onde estavam a minha família e a familia de Clara. Meus passos eram lentos, eu pensava em um milhão de coisas. De longe eu pude avistar uma enfermeira conversando com a minha mãe, pensei que fossem noticias da Clara, entao acelerei o passo
- Filho - Minha mãe me olhou aflita
- O que houve com a Clara? - Perguntei nervoso
- Não tem nada a ver com a Clara - Como assim nao tem nada a ver com ela? - É sobre a imprensa
- Ai, o que eles fizeram? - Eu tinha me esquecido completamente, isso daria um prato cheio pros sites de fofoca.
- Eles estão ai na porta, muitos deles! Eles não param de perguntar sobre sua namorada, querem saber se você esta aqui, nós dos hospital não sabemos o que fazer - A enfermeira disse
- Eu vou la e explico pra eles, porque ja devem estar inventando historias - Fiz cara de tédio
- O senhor me acompanhe por favor - A enfermeira se virou e eu fui atrás dela. Nós descemos pelo elevador e assim que chegamos a recepção do hospital, eu tomei um susto. As portas eram de vidro portanto dava pra ver tudo. Os seguranças do hospital estavam parados em frente a porta segurando uma multidão. Tinham cerca de vinte fotógrafos, porem, tinham muito mais pessoas. Me aproximando da porta, eu pude notar a quantidade de jornais quê estavam presentes e as pessoas com cartazes, com certeza eram minhas fãs. Assim que eu fiquei perto da porta, os flashes começaram a surgir e as câmeras foram ligadas. A enfermeira estava em minha frente. Assim que a porta foi aberta o alvoroço começou, eles falavam um em cima do outro e estendiam o microfone pra mim, não dava pra entender nada.
- Pessoal, o Luan vai explicar tudo, mas se acalmem por favor. - A enfermeira disse e eles pareceram se acalmar. Um pouco mais atrás pude ver que haviam meninas chorando.
- Oi - Disse baixo - Minha namorada sofreu um acidente numa avenida. O carro dela se chocou contra o caminhão - Eu falava visivelmente abatido, abaixava a cabeça vez ou outra tentando prender o choro. - Ela esta passando por uma cirurgia agora, o estado dela é grave - Nesse momento ouvi os choros se intensificarem. Os flashes não paravam. - Mas ela vai ficar boa logo, é só termos fé - Dei um sorriso fraco
- Luan, nós tivemos a informação de que você recebeu a notícia depois do ocorrido, onde você estava na hora do acidente? - uma das repórteres perguntou e eu me questinei qual era a necessidade daquela pergunta.
- Eu já disse tudo o que tinha pra dizer. Só quero entrar e ficar ao lado da minha família e da familia da Clara. - Abaixei a cabeça e saí de lá entrando de volta no hospital.
Aquila situação toda martelava em minha cabeça. Era muita coisa pra só um dia.
(...)
Seis horas se passaram desde que a Clara precisou fazer a cirurgia. Eram 03h da manhã, meus pais e Bruna ja tinham ido pra casa de taxi a pouco tempo. Dona Marina dormia no ombro de seu Carlos, depois de muito custar ela finalmente pegou no sono vencida pelo cansaço. Seu Carlos se empanturrava de café, provavelmente para não dormir. Vinícius dava algumas cochiladas de vez em quando. Pra mim era fácil virar a noite acordado, agradeci nesse momento pela minha insonia, graças a ela eu poderia ficar acordado esperando notícias da Clara. Me lembrei de algo que eu tinha planejado pra ela e resolvi ir buscar no carro: Sua orquídea. Peguei o elevador, infelizmente o centro cirúrgico era no sétimo andar, o que dificultava um pouco as coisas se eu quisesse ser rápido. Desci diretamente pra garagem, pra não ter auê passar pelos fotógrafos e pela imprensa, alguns deles ainda estavam lá. Visualizei meu carro e corri em direção a ele. A orquídea estava lá, ainda bonita e perfumada. Fiz o caminho de volta e quando cheguei lá em cima o cirurgião que havia falado conosco mais cedo, agora se aproximava, eu corri em direção a eles.
- Doutor - Disse ofegante
- Vamos todos nos acalmar - Meu coração gelou, tinha acontecido algo com ela! - A cirurgia foi um sucesso
- Graças a Deus - Eu disse eufórico
- Ela esta sob efeito de medicamentos para dor da cirurgia e esta sedada. Ela acabou de ser transferida para o quarto. Porém, podemos deixar um de cada vez entrar para vê-la. Quem será o primeiro?
- Eu doutor - Dona Marina disse com lagrimas nos olhos. Ela tinha acordado no momento em que o doutor chegou.
- Me acompanhe. - O doutor sorriu saindo com Dona Marina logo atrás.
- Deus... - Seu Carlos disse aliviado se sentando no banco e eu e Vinicius o acompanhou
Nós conversamos um pouco, até Dona Marina voltar emocionada. Seu Carlos foi o próximo a ir ver a filha, apesar da minha vontade ser enorme em vê-la primeiro do que todo mundo, eu deveria respeitar, afinal é a familia. Depois de alguns minutos seu Carlos voltou visivelmente emocionado, com os olhos vermelhos, tentando conter as lagrimas e o sorriso espontâneo que saia de seu rosto. Agora foi a vez de Vinícius que ja reclamava impaciente ao meu lado da demora, ele realmente estava ansioso para ir ver a irmã. Enquanto ele foi, eu resolvi ligar pra Bruna, disquei e na primeira vez nada dela atender, liguei mais uma vez e no terceiro toque ela atendeu
- Alô, Pi??? Tem noticias dela? - Disse com uma voz de sono, mas preocupada
- Tenho Pi, a cirurgia acabou e deu tudo certo - Respirei aliviado
- Graças a Deus - Era notável a euforia em sua voz
- Eu não me perdoaria se algo acontecesse com ela - Abaixei a cabeça
- Ei, nao fique assim. Você nao teve culpa de nada, o importante é que ela esta bem
- É, isso que importa - sorri. Avistei o Vinícius voltando da sala juntamente com o doutor - Tenho que desligar Pi, vou vê-la
- Tudo bem, vá la, beijos
- Beijos - Desliguei rapidamente e me coloquei de pé
- Voce é o ultimo? - O medico perguntou me olhando
- Sim sou o último - Peguei o vaso de cima da cadeira
- Otimo, me acompanhe - Se virou e eu o segui. Ele parou em frente a uma sala que ficava no corredor do canto. Ele abriu a porta me dando passagem - Ela esta sedada, dormindo agora, daqui cinco minutos eu volto - Assenti com a cabeça e entrei na sala.
Pude sentir pela primeira vez meu coração se quebrando em pedaços. Clara estava ligada a diversos aparelhos, no nariz, no dedo, sua veia do braço recebia soro. Fui me aproximando dela e notei seu rosto com leves arranhões, sua boca nao estava nada corada e seu rosto pálido, seu braço tinham arranhões mais profundos onde tinham curativos, sua perna estava engessada, sua cintura estava completamente enfaixada. Realmente, seu estado era grave e foi um grande milagre ela ter sobrevivido. Nesse momento lagrimas começaram a descer pelo meu rosto e eu caminhei devagar até uma mesa que tinha no canto da sala e coloquei o vaso de orquídea ali. Me sentei na poltrona que ficava ao lado da cama. Passei de leve meus dedos por sua mão... Tão frágil
- Tudo culpa minha... - As lagrimas insistiam em rolar - Me desculpe, por ter feito isso contigo... Meu Deus, se você... Se você - não quis pensar no pior, portando me desviei de qualquer pensamento - eu jamais me perdoaria - Olhei bem para seu rosto... Como ela é linda! Esses olhos, essa boca - Voce é perfeita demais, demais pra mim... Me desculpe por não te dar a chance de conversarmos... Se voce soubesse o quanto eu me sinto culpado... Você vai ficar bem minha pequena
- Com licença - O medico bateu na porta e logo depois abriu - É hora de ir Luan, ela precisa descansar
- Tudo bem - Eu me levantei da poltrona depositei um longo beijo em sua testa - Eu te amo - Disse baixo e caminhei em direção a porta. Nós saímos da sala e caminhamos de volta até onde estavam todos - Doutor? - Ele me olhou e eu prossegui - Ela quebrou a perna?
- Na verdade teve uma fratura exposta na perna esquerda, mas especificamente no fêmur. É uma cirurgia perigosa, seu osso quebrou ao meio devido a forte batida e suas pernas terem ficado presas na ferragem. - Doeu em mim ter que imaginar que alguem que eu jurei cuidar estava passando por coisas assim - Ela também quebrou dois ossos da costela, mas como não ha cirurgia pra isso, devemos deixar voltar ao normal com o tempo. Teve alguns cortes pelo corpo, dois tiveram que levar pontos. Foi um milagre ela ter sobrevivido rapaz. - Respirei fundo - Ela vai ficar bem logo. - Ele sorriu sem mostrar os dentes batendo em minhas costas. - A paciente vai acordar somente amanha - O medico disse olhando para toda a familia de Clara, inclusive pra mim - entao quem quiser voltar pra casa, sinta-se a vontade - Sorriu saindo
- Eu não vou sair daqui, preciso falar com a minha filha - Dona Marina disse
- Amor, não! É melhor nós irmos pra casa, amanhã cedinho a gente vem pra cá, tudo bem?
- Eu queria vê-la logo...
- Nós acordamos bem cedo amanhã mãe! Não se preocupe - Vinicius a abraçou pelo ombro
- Você nao vai embora filho? - Ela me perguntou e eu confesso que não ia arredar o pé de lá!
- Vou logo logo - Menti. Se eu dissesse a verdade, ela iria querer ficar também e eu preferia que ela fosse descansar.
- Tudo bem querido - Ela me abraçou, finalizando com um beijo no rosto.
Seu Carlos e Vinicius também se despediram de mim. Esperei eles descerem pelo elevador pra que eu me sentasse novamente, eu estava decidido que ficaria aqui a noite inteira. Eu encostei a cabeça no encosto da cadeira e pensei em tudo o que tinha acontecido em apenas um dia, era muito pra minha cabeça. Minha namorada correu risco de vida por minha culpa, tudo por minha culpa. Em meio a tantos pensamentos eu logo adormeci.
OOOOOOOOOOI *-* AI GENTE, ESTOU MUITO TRISTE :'( A CLARINHA SOFREU UM ACIDENTE E PELO JEITO A COISA FOI FEIA, SERÁ QUE ELA VAI SE RECUPERAR LOGO?? TOMARA QUE SIM, NE? *-* AMORES, É O SEGUINTE: AMANHÃ EU VOU VIAJAR PRA UM SITIO, NÃO SEI SE LA TEM SINAL, PORTANTO EU VOU ESCREVER E TORCER PRA QUE TENHA SINAL, NÉ? *-* UM BEIJO AMORES! COMENTEM <3 <3 <3
Anciosa pelo próximo capítulo, espero que ela acorde e fique bem.
ResponderExcluirContinua ansiosa pelo próximo capítulo espero que ela ns fique com nenhuma sequela.😱❤👏
ResponderExcluirNão*
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