São sete horas da manhã. Acordei com o despertador que tocava insistentemente. Desliguei-o gentilmente o jogando de cima da cabeceira. Odeio ser acordada. Levantei, sonolenta. O quarto estava frio por conta do ar condicionado, eu gosto de deixar assim pra poder me cobrir pela noite. Caminhei até o banheiro, me olhei no espelho e tomei um susto:
- Acho que um caminhão passou por cima de você. - Sorri pelo nariz - Bom dia, dia. - Falei pra meu reflexo, que estava horrível.
Penteei os cabelos desgrenhados, escovei os dentes, lavei o rosto e sai do banheiro. Fui até o closet para escolher uma roupa, precisava me apressar, ou me atrasaria. Escolhi essa roupa:
Me olhei uma ultima vez no espelho e gostei do que vi. Assim, sai do quarto. Colocando os pés pra fora pude ver uma bola de pêlo correr em minha direção, com a linguinha pra fora. Lily. Esse foi o nome que eu dei à minha pequena maltês branquinha. Ela começou a correr em volta dos meus pés e eu não resisti e a peguei no colo:
- Vem aqui com a mamãe vem. - Falava enquanto me abaixava pra pegar minha bolotinha.
Fui com ela no colo até a cozinha encontrando por lá minha mãe, de roupão. Era sempre assim que ela estava pela manhã. Soltei Lily no chão que correu para seu potinho de comida. Enquanto fui em direção á minha mãe que fazia questão de acordar cedinho para fazer meu café e do meu pai. Minha mãe não trabalhava fora, fazia questão de ficar em casa cuidando de seus três "tesouros" assim como ela mesma chamava. Meu pai trabalhava no hospital, no mesmo que eu. Ele é médico. Eu estou no ultimo ano do meu curso de biomedicina, mas já trabalho na área. Num laboratório. Meu irmão trabalhava durante a tarde e ia para a faculdade a noite. Portanto, como um bom preguiçoso, não acordava cedo. Depositei um beijo casto na bochecha da minha mãe que tomou um leve susto.
- Garota, quer me matar? - Disse com a mão no coração enquanto eu ri.
- Você é muito exagerada, sabia? - Peguei uma maçã e me sentei no balcão. - Cadê meu pai?
- Filha, qual o dia que ele não se atrasa? Ainda não se acostumou?
- Já começaram a falar mal de mim? - Meu pai disse sorrindo com as mãos na cintura, enquanto veio dar um beijo em mim e depois em minha mãe. Eu sorri, achava lindo aquele amor dos dois, mesmo depois de tantos anos, e ainda esperava viver um, tão intenso quanto.
- Amores, o café está pronto, vamos comer? - Minha mãe disse sorrindo, enquanto pegava a xícara para colocar café para mim e meu pai.
Era de costume conversarmos bastante e darmos boas risadas no café da manhã.
- E como está a faculdade, filha? - Meu pai disse. - Logo logo você será efetivada lá no hospital, né? - Ele disse me olhando e sorrindo, eu ainda estava estagiando no hospital.
- Tudo ótimo pai, eu amo aquele curso, e o hospital então, nem me fale. - Disse enquanto levantava - A conversa está ótima meus amores, mas preciso ir. Dei um beijo em cada um e desci em direção a garagem. Nós morávamos em um condomínio.
Peguei meu carro preto coloquei a bolsa no banco do passageiro e segui em direção a casa da Cris. Assim que cheguei ela já estava me esperando na porta:
- Que pontual a senhorita. - Disse em tom de brincadeira enquanto ela me cumprimentava com um beijo.
- Pontual nada, você que está atrasada mesmo, querida. - Ela disse me olhando enquanto eu revirava os olhos.
Chegamos na faculdade. Estacionei o carro e descemos rumo em direção a nossa sala. As horas passaram e a aula estava sendo ótima, cada dia mais eu me apaixonava pela profissão que escolhi exercer. Assim, o sinal bateu e as aulas acabaram. Sai com Cris comentando sobre a aula, nós adorávamos tudo isso.
- E ai, vamos almoçar gatinha? - Disse abrindo a porta do carro e entrando com ela.
- Que bom que você disse isso, tô verde de fome. - Fez careta e eu ri.
O horário em que eu entrava no hospital era depois do almoço, portanto, eu conseguia sempre almoçar com a Cris e leva-la em casa. Chegamos a um restaurante que era próximo da casa de Cris, nos sentamos e conversamos até a comida chegar.
- Amiga, adivinha quem tem dois ingressos pro show sertanejo mais badalado de todos? - Cris disse e eu terminava de mastigar, com os olhos arregalados, eu amo sertanejo.
- Ai meu Deus, eu espero que seja você!! - Não conseguia conter a empolgação.
- Sou euuuu! Eu sou a melhor amiga do mundo, né? Fala sério! - Rimos
Almoçamos num clima descontraído, levei Cris até em casa e segui rumo ao hospital. Lá eram tratadas diversos tipos de doenças, e apesar de eu não ser médica, eu amava passar meu tempinho livre com as crianças que eram soro positivo, muitas vezes abandonadas pelas mães, com as crianças com leucemia, e até mesmo aquelas que foram vítimas de queimaduras terríveis. Chegando lá cumprimentei Angela, a recepcionista que estava com os olhos visivelmente brilhantes:
- Você não sabe quem esta aqui! - Disse numa empolgação contagiante e quase aos berros.
- Meu Deus, quem? Fala baixo garota.
- O Luan Santana! Não é demais? Meu Deus, como esse homem é lindo! ELE SORRIU PRA MIM CLARA, PRA MIM! - Ela disse berrando enquanto olhavam pra nós.
- Mas o que ele está fazendo aqui? - Disse assustada com a atitude de Angela, ela era louca.
- Veio fazer doações pras crianças. Não é um lindo?
Bom, não resiste e acabei postando o primeiro capítulo hoje mesmo, espero que vocês gostem :D Escrevi meio correndo, mas prometo que o próximo será ótimo!!! Comentem meus amores. Beijos, Clarinha!

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