LUAN NARRANDO*
Na semana em que eu estava de folga eu decidi ir visitar um hospital muito bem conceituado de São Paulo. Me disseram que tratava de diversas doenças de crianças, eu me interessei e fui até lá sozinho. Chegando lá vi uma menininha, ela me chamou atenção por estar brincando sozinha com seu ursinho. Resolvi conversar com ela, no corredor mesmo. Foi quando percebi uma moça nos olhando. Rapaz, quem era ela? Depois de ter me aproximado dela com a Carol, percebi que ela chamou a moça de Clara. Entao esse era o nome do anjo? Consegui conversar com ela e percebi que ela trabalhava lá. Ah, cara! Não deu outra! Vou ter que vir visitar esse hospital todo dia! Ela era linda, simplesmente linda! A mulher! Ela usava um jaleco, cabelo preso e pouca maquiagem que por incrível que pareça só deixou ela mais linda ainda. Ela têm um sorriso... Rapaz do céu. Aquela boca. Fiquei paralisado. Logo ela se despediu e minha alegria acabou. Mas no dia seguinte prometi a Carol que voltaria. E voltei. Fiquei conversando com o anjinho que só me encantava. Carol era muito esperta. Com o passar do tempo já estava perdendo a esperança de vê-la. Mas quando eu a vi. Rapaz do céu... Eu fui até o paraíso e voltei. Ela estava diferente de ontem, cabelo solto, sem jaleco e eu não pude deixar de dar uma boa conferida no material... E claro, dei dois abraços nela. Não podia deixar passar não. Nós estávamos conversando, eu fiquei meio sem jeito, não sabia o que dizer. Até que ela me disse que precisava ir. Eu assenti e ela saiu, depois de um abraço claro. Onde eu pude sentir cada milimetro do seu corpo. Eu tinha que fazer algo. Liguei pra Arleyde pra confirmar se não teria nenhum compromisso hoje. E eu estava livre. É hoje Luanzera. Me informei na recepção que horas era o intervalo, e a muié ficou me encarando de um jeito, sei lá eu... Eu teria que arranjar algo pra fazer até as 16h. Entao eu decidi ficar com as crianças. A Carolzinha me propôs cantar. Por mim, beleza, eu amava, ainda mais pra aquelas crianças tão lindas. Entao eu fiz. Até que chegou um momento em que as crianças pareciam dormir. Foi quando eu tive a brilhante ideia de me vestir de palhaço e brincar com elas. Ta, eu sei que não foi a melhor ideia, mas foi o que eu consegui pensar. E ainda pra completar deixei elas pintarem minha cara. Depois de algumas horas me divertindo com os pequenos, decidi ir lavar o rosto, nem me dei conta, eram 16h. Quando estava no corredor a caminho do banheiro vejo ela. Linda. Ela estava saindo de dentro de um laboratório, mas não sozinha, com um cara ao seu lado. Porra. Os dois conversavam animadamente, sorriam um pro outro. É, ela tinha namorado. Minha felicidade acabou por alguns instantes até ver seus olhos se encontrarem com os meus e o sorriso que estava em seu rosto se abrir duas vezes mais. Pra mim. Ela sorria pra mim. Ela disse algo pro seu namorado e veio em minha direção ainda sorrindo.
- Vejo que estava se divertindo bastante com as crianças - Ela riu passando o dedo em meu nariz de palhaço . Eu tirei rapidamente o nariz de palhaço, envergonhado.
- É, eu estava... Elas são uns anjos - Eu disse passando a mão nos meus cabelos, merda, por que voce tem que ficar sem jeito logo agora? - Eu estava indo até o banheiro, tirar a essas maquiagens, você poderia me ajudar - Eu emendei rapidamente um assunto e ela sorriu
- Claro, eu te ajudo - Ela sorriu mais uma vez e eu me derreti por dentro
Caminhamos em direção ao banheiro das crianças. Entramos juntos sem problema algum, o banheiro era pequeno, nao fechamos a porta. Eu abri a torneira, passei a mão pela agua e passei no meu rosto, na tentativa falha de tirar a tinta. Esta me bordando cada vez mais. E ela só ria de mim
- Por que cê ta rindo, muié? É difícil demais de tirar esse trem aqui - Eu fiz careta e ela riu
- Deixa que eu faço isso pra você, posso? - Ela se ofereceu com uma vergonha estampada em seu olhar
- Claro linda
Ela delicadamente passou a mão por debaixo da agua e levou até meu rosto. Estremeci e fechei os olhos quando senti o toque de seus dedos leves em meu rosto, ela passava bem devagar. Eu estava de olhos fechados, mas percebia seu olhar atento sobre mim. Ela se pegou um pedaço de papel e passou no meu rosto, parar secar e tirar o excesso da tinta. E tinha resolvido, ela tirou tudo. Assim que ela acabou ela deslizou uma ultima vez sua mão pelo meu rosto e eu, por puro instinto segurei sua mão delicada e pequena. Fazendo seus dedos passearem novamente pelo meu rosto. Abri os olhos, a encarei firmemente e disse:
- Como posso te agradecer por isso? - Eu disse sem tirar os olhos um segundo se quer dos seus
- É... Nã...o - Não precisa... Magina - Ela disse visivelmente desconcertada. Ponto pra mim, eu havia mexido com ela
- Tem certeza? - Eu me aproximei um pouco mais e ela colou na parede. Estávamos próximos, muito próximos, podia sentir sua respiração
- Nã...o, quero dizer... Tenho... Sim... Claro - Ela gaguejava muito e eu estava a um passo de sentir aqueles lábios lindos, eu podia ver seus olhos percorrendo cada centímetro do meu rosto, já eu, só conseguia olhar pra sua boca. Depositei minha mão sob sua cintura e ela fechou os olhos levemente. Eu queria tanto quanto ela. Quando eu finalmente ia beija-la o sinal tocou e ela acordou de seu "transe". Ela deu um leve pulinho e eu me afastei.
- É... Parece que... Meu intervalo acabou... Eu... Preciso voltar - Ela disse saindo de perto de mim e indo em direção a porta e nunca gesto rápido eu segurei seu braço. Ela se virou imediatamente pra mim
- Será que... Você podia me passar seu telefone? - Eu falei tão rápido que eu .mal entendi
- Ah sim, é (11) 9****-**** - Ela falou e eu já estava com o celular em mãos pra anotar - Eu preciso mesmo ir agora
- Ta certo ... Eu te ligo então linda
- Tudo bem... - Ela ia em direção a porta novamente e eu puxei para um abraço
Ela saiu feito um tiro do banheiro. Ela tinha ficado com muita vergonha, com certeza. Ri sozinho no banheiro. Me permiti sair de lá meio escondidinho, ainda estava extasiado com tudo o que aconteceu, era muita informação pra um dia só. Cheguei até meu carro e entrei. Fui o caminho inteiro pensando naquele quase beijo, no toque de suas mãos, no sorriso, em seus lábios, que lábios são esses? Cheguei em casa e pro meu azar todos estavam em casa. Queria ter um tempo sozinho pra pensar. Mas assim que cheguei, nao consegui disfarçar toda a minha alegria e fui em direção a cozinha abraçar minha mãe
- Ei mamuscaaaa - Dei um beijo longo em seu rosro
- O que houve meu filho? Esta feliz hoje? - ela disse sorrindo
- Eu estou mãe, muito
Subi pro meu quarto e me deitei na cama. E me permiti pensar nela... Clara... Oh Clara....
QUINTO CAPITULO POSTADO AMORESSSSSS! E O QUE SERÁ QUE VEM POR AI NO SEXTO CAPÍTULO?? AH, EU ADORO ESSA FASE DA CONQUISTA! *-* MAS EU PROMETO QUE ESSE BEIJO NAO DEMORARÁ A ACONTECER ;) FIQUEM COM DEUS, BEIJOSSS ❤
Nao demora ta muito viciante essa fic, beijoss
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